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UNITA anuncia manifestação anti-governamental

  • António Capalandanda

UNITA anuncia manifestação anti-governamental

UNITA anuncia manifestação anti-governamental

O deputado e secretário-geral do Movimento Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Abílio Kamalata Numa, anunciou que o seu o partido irá realizar uma manifestação para exigir a destituição do presidente da Republica de Angola, José Eduardo dos Santos e reformas democráticas no país.

O general Numa que, não fixou uma data para o evidenciar do processo, alegou que, a falta de uma Comissão Nacional Eleitoral (CNE) independente e os constantes abusos do poder em Angola serão uns dos motivos importantes para a reivindicação.

“ Estamos a dizer que se a próxima lei eleitoral não privilegiar a Comissão Nacional Eleitoral independente do executivo, contemplar os cadernos eleitoras, o controle biométrico do voto e que os partidos exerçam o controlo do voto e que o voto signifique a verdadeira expressão popular, então vamos dizer aos nossos irmão que têm armas que nos matem, nós vamos enfrenta-los de corpo descoberto.”

Abílio Kamlata Numa disse estar confiante de que as Forças Armadas Angolanos ( FAA) não deverão matar os manifestantes por serem o garante da integridade nacional.

“ Eu tenho muito respeito pelas Forças Armadas Angolanas, eu tenho certeza que ninguém vai instrumentalizar, as FAA para atirarem contra os próprios angolanos.”

Referiu ainda que, o propósito da sua organização não é a destruição do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, mas do seu presidente que institucionalizou a corrupção e a má governação no país.

Lembrou por outro lado que, o seu partido não aderiu manifestação anti-governamental que tinha sido marcada para 7 de Março do corrente, por uma questão estratégica, admitindo que o país deixou de ser o memo após aquela iniciativa que foi impulsionada pelas revoltas populares na Tunísia e Egipto.

“ No dia 7 de Março, se a UNITA quisesse entrar naquela confusão Angola se transformaria num caos. Nós de forma responsável dissemos que não era a altura, mas as portas estarão abertas para manifestações se o MPLA não der indicações de um governo serio, de uma democracia seria. Se o MPLA não fizer isso nos terá pela frente.”

O dirigente partidário deu também a conhecer que, a sua organização irá processar o secretário para informação do MPLA, Rui Falcão Pinto de Andrade, por ter acusado o seu partido de estar a se rearmar para criar instabilidade no país.

“ O senhor Rui Falcão vai responder no tribunal. Conforme vocês viram aquele material de guerra era para um outro país e não para a UNITA, ficou provado.”

Refira-se que, as declarações de Rui Falcão surgiram após um navio americano ter sido retido no porto do Lobito. O cargueiro esteve detido durante duas semanas, depois de terem sido encontrados a bordo quatro contentores com munições.

Durante aquela fase, Rui Falcão acusou os Estados Unidos de estarem a rearmar o Galo Negro para alegadas acções subversivas ligadas às manifestações de 7 de Março.

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