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Polícia angolana ainda não investigou vandalismo contra NGO

  • Alexandre Neto

Edifício do governo provincial de Luanda

Edifício do governo provincial de Luanda

Em pouco menos de duas semanas quatro viaturas atacadas

A polícia nacional não se pronunciou ainda sobre vandalizações sobre os bens patrimoniais da organização Mãos Livres, ocorridas durante o mês que está a findar, ou mensagens e telefonemas anónimos de ameaças de morte enviadas a funcionários seus.

Em pouco menos de duas semanas quatro viaturas atacadas. Os prejuízos ultrapassam os 50 mil dólares americanos.

O caso mais recente envolve o advogado Afonso Mbinda, cuja viatura Toyota, foi assaltada na semana passada, no mesmo local de estacionamento. Do balanço efectuado, vidros partidos, elevadores de vidros e rádio reprodutor arrancados.

Quando perguntado se sentia que a sua organização corria perigo, Afonso Mbimba não teve meias medidas em responder que sim. A organização a que pertence está ameaçada.

Paulo de Almeida é comandante Geral Adjunto da polícia, minimizou a ocorrência que não quis associar a qualquer acção de motivação política.

No Huambo uma das viaturas ficou totalmente queimada. No local foram encontrados vestígios que apontavam para fogo posto, como seja, serradura de madeira e recipiente, contendo sobras de combustível. Sobre o assunto o responsável da polícia lembrou que ocorrências idênticas já tinham tido lugar em Luanda.

Os escritórios são frequentados por centenas de pessoas que buscam diariamente assistência judiciária; são gentes de baixa renda que não têm onde recorrer.

Pelo seu protagonismo, a Associação Mãos Livres tem sido citada por dirigentes afectos ao governo como estando aliada a supostos promotores de manifestações a partir do exterior do país.

Desde o dia 7 de Março, data para a qual uma manifestação pública havia sido convocada por pessoas desconhecidas, os bens da organização de defesa dos direitos humanos e prestação de assistência judiciária tornaram-se um alvo preferencial.

Apesar de ter prometido reforçar o patrulhamento, a polícia tem sido reiteradamente fintada.

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