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Forças leais a Gbagbo e Ouattara lutam pelo controle de Duekoue

  • Cris Vieira

Forças leais a Gbagbo e Ouattara lutam pelo controle de Duekoue

Forças leais a Gbagbo e Ouattara lutam pelo controle de Duekoue

Duekoue é considerada uma cidade estratégica e um importante centro de transportes

Soldados leais ao presidente em função da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, enfrentam rebeldes, apoiadores de Alassane Ouattara, reconhecido pelas Nações Unidas como o vencedor das eleições presidenciais de novembro passado.

Ambos dizem que a batalha desta segunda-feira teve início antes do amanhecer. Desta vez, o confronto é pelo controle da cidade de Duekoue, na região Oeste do país. Rebeldes pró-Ouattara declaram ter capturado a cidade. Tropas de Gbagbo afirmam que a disputa ainda não terminou.

Duekoue é considerada uma cidade estratégica e um importante centro de transportes, ligando o porto de São Pedro e a capital, Yamoussoukro, à Libéria e à Guiné. Rebeldes pró-Ouattara atacaram a cidade pela primeira vez no mês passado, enquanto continuavam a pressionar também áreas sob o controle do governo Gbagbo desde a breve Guerra Civil de 2002, na fronteira com a Libéria, no Sul.

A violência continua também na capital comercial da Costa do Marfim, Abidjan, onde a milícia pró-Ouattara controla agora boa parte da região de Abobo. Estes rebeldes são liderados por um homem que se apresenta como Coronel Bauer e que acusa Gbagbo de bloquear a democracia.

Bauer diz que desde que Gbagbo chegou ao poder, a paz move-se para cada vez mais distante do povo marfinês, motivo pelo qual eles estariam lutando.

As eleições de novembro passado deveriam reunir o país. Mas a disputa sobre quem venceu levou a mais violência. As Nações Unidas reconhecem o resultado anunciado pela Comissão Eleitoral, que mostra Ouattara como vencedor. Gbagbo diz ter sido reeleito, uma vez que o Conselho Constitucional anulou cerca de 10% dos votos, proclamados como fraudulentos.

Apoiadores de Gbagbo dizem defender votos que os rebeldes estariam tentando roubar com o apoio da ONU e da França. O jovem líder pró-Gbagbo, Charles Ble Goude, diz que os apoiadores do presidente em função estão determinados a resolver a crise política de forma pacífica.

Goude afirma que os militantes pró-Gbagbo vão para as ruas desarmados e não são pessoas violentas. Ele diz ainda que os assassinos e homicidas, em Abidjan, são os apoiadores de Ouattara, que matam pessoas diante dos soldados de manutenção da paz das Nações Unidas.

A ONG internacional Human Rights Watch declarou que militantes e soldados pró-Gbagbo estariam engajados numa campanha de violência contra apoiadores de Ouatarra, que pode constituir crimes de guerra.

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