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Impedimos um massacre na Líbia - Barack Obama


Presidente Barack Obama fala no Instituto de Defesa Nacional sobre a intervenção na Líbia

Presidente Barack Obama fala no Instituto de Defesa Nacional sobre a intervenção na Líbia

Obama rejeita política de "mudança de regime" como seguida no Iraque e defende internveção limitada

O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama justificou a intervenção militar americana e dos seus aliados na Líbia afirmando que as acções militares tinham impedido uma catástrofe humanitária.

Ao mesmo tempo Obama disse que os Estados Unidos irão reduzir o seu envolvimento no conflito nos próximos dias á medida que a NATO assume um maior controlo das operações.

A operação militar na Líbia é a primeira iniciada sob a presidência de Obama e surge numa altura em que há grandes dúvidas sobre a participação americana quer a nível popular quer a nível do Congresso.

Uma sondagem publicada segunda-feira passada indicava que apenas 47 por cento dos americanos apoiam o envolvimento militar americano na Líbia.

Obama justificou o ataque às forças militares do presidente Kaddafi da Líbia afirmando que estas se preparavam para entrar em Benghazi, uma cidade de 700 mil habitantes, onde se poderia dar “um massacre que teria reverberações através da região e iria manchar a consciência do mundo”.

“Não era do interesse nacional deixar isso acontecer,” disse Obama. “ Eu recuso deixar isso acontecer,” acrescentou.

Obam recordou que o Presidente Kaddafi tinha afirmando que não haveria piedade em Benghazi comparando os habitantes desta cidade a “ratos” que deveriam ser perseguidos porta a porta.

O presidente americano recordou que há uma coligação internacional envolvendo não só os países da NATO mas outros como Qatar e os Emiratos Arábes que “escolheram cumprir as suas responsabilidades”.

O presidente Obama indicou que o seu governo quer seguir uma via de política externa situada entre o isolacionismo total e a intervenção militar em qualquer região do mundo em nome da democracia.

“Algumas nações podem ignorar atrocidades noutros países. Os Estados Unidos são um país diferente,” disse Obama ao defender a intervenção, concordando no entanto que os Estados Unidos “não devem policiar” o mundo.

O presidente americano disse que na questão da Líbia havia também “interesses estratégicos” pois refugiados poderiam começar a atravessar a fronteira da Líbia com o Egipto em grandes números e dirigentes repressivos poderiam seguir o exemplo de reprimir pela força qualquer levantamento.

“Não actuar traria um preço mais elevado para a América,” disse Obama. O Presidente rejeitou no entanto uma política de “mudança de regime” para a Líbia como aquela seguida para derrubar a ditadura de Saddan Hussein no Iraque.

“Para ser brutalmente franco foi essa via que nos seguimos no Iraque … onde mudança de regime demorou oito anos, custou milhares de vidas americanas e iraquianas e quase um trilião de dólares”, disse Obama. “Isso não é uma via que podemos repetir na Líbia” acrescentou.

Obama disse que o mandato da aliança é proteger o povo da Líbia e estabelecer uma zona de exclusão aérea pois “foi isso que o povo líbio nos pediu”.

O presidente disse que os estados Unidos irão reduzir a sua participação nas operações militares mas que continuará a “apoiar as aspirações do povo líbio”.
“Interviemos para impedir um massacre e trabalharemos com os nossos aliados e parceiros enquanto eles lideram o processo para manter a segurança dos civis,” disse Obama.

“Vamos negar ao regime armas, vamos cortar-lhe a entrada de fundos, vamos ajudar a oposição e trabalhar com outras nações para acelerar o dia em que Kadaffi deixará o poder,” acrescentou.

O presidente reconheceu que com esta política a queda do regime de Kaddafi “poderá não acontecer de uma dia para o outro” acrescentando no entanto que “deve ser claro para aqueles em redor de Kaddafi que a história não está do seu lado”. Para o presidente Obama será o povo Líbio que “vai determinar o seu próprio destino”.

Pode ouvir, na íntregra, o discurso em ingles.

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