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Quase 500 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável

  • Paulo Oliveira

Quase 500 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável

Quase 500 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável

O problema é endémico em muitas áreas do mundo em desenvolvimento

Quase 500 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável. O problema é endémico em muitas áreas do mundo em desenvolvimento, mas a severidade e o impacto humano da escassez de água não é do conhecimento mundial.

Celebrando o Dia Mundial da Água, o Centro Pulitzer para a Informação de Crises está a divulgar um serie de documentários sobre problemas da água num Festival de Filmes sobre o Meio Ambiente.

O desafio na apresentação destes filmes, referiu Peter Sawyer, o coordenador de Projectos do Centro, é o de partilhar com uma vasta audiência as questões urgentes que rodeiam na segurança da água.

“O nosso objectivo é o de apresentar a situação, pois não pensamos que façam parte da consciência pública e por que pensamos que devem fazer parte dessa consciência por que são realmente importantes”.

Em Dhaka, uma das cidades de crescimento mais rápido na Ásia, um terço dos 15 milhões de habitantes da capital do Bangladesh vive em bairros da lata, onde é limitado o acesso a água potável e a sistemas sanitários adequados.

Por todo o lado vêem-se pessoas aguardando nas filas para utilizar as retretes públicas. Anualmente, 400 mil pessoas juntam-se à população urbana de Dhaka, aumentando a pressão dos já de si superlotados bairros de lata.

A água canalizada, disponível apenas para quem seja dono de terra, tem um custo, mas um grupo sem fins lucrativos ajudou a mudar a legislação, dando assim os mesmos privilégios de água à população urbana pobre.

Esta situação já começou a ser adoptada noutras áreas do Bangladesh podendo tornar-se num modelo para outras zonas do mundo.

Um segundo filme patrocinado pelo Centro Pulitzer foca a atenção no Paquistão onde as inundações de 2010 cobriram um quinto do país, custaram a vida a mil e seiscentas pessoas, destruindo aldeias e terrenos agrícolas.

O documentário centra-se na região norte do Paquistão junto à fronteira com o Afeganistão onde estão a ser recuperados terrenos agrícolas, e canais de irrigação, para meio milhão de pessoas que deles dependem para resolver a situação de muitos agricultores.

O filme explora a ironia do facto de o Paquistão ser um país cheio de rios alimentados pelos glaciares das montanhas do Himalaias, sofrer de escassez de água pois a distribuição é deficiente, sendo complicada pela vizinhança com a Índia.

Os efeitos da escassez de água afecta uma em cada três pessoas em todos os continentes, segundo a Organização Mundial de Saúde. O terceiro filme documenta como na China, o segundo maior lago de água fresca, se encontra reduzido a metade da dimensão que tinha nos anos quarenta.

O lago de Dongting Hu tem sido utilizado para satisfazer a sede das comunidades locais e para as necessidades de explorações agrícolas e de fábricas.

O aumento dos níveis de depósitos do desenvolvimento económico contribui ainda mais para a diminuição do lago, segundo um ecologista chinês.

Este especialista sustenta não ser suficiente a consciência da protecção do meio ambiente, pois as populações necessitam de encontrar uma forma de viver com o lago sem o explorar demasiado se pretendem que o lago sobreviva.

Aqui nos Estados Unidos, as populações de três estados – da Geórgia, do Alabama e da Florida - discutem há mais de vinte anos o acesso às águas do rio CHATAHOOCHEE.

Cinquenta e dois mil quilómetros quadrados de terrenos banhados pelo rio servem seis milhões de pessoas, desde os pescadores de ostras do Golfo do México aos três milhões e meio de residentes na cidade de Atlanta, na Geórgia.

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