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Professores do Centro de Formação Profissional de Benguela entram em greve

  • António Capalandanda

Baia de Benguela, Angola

Baia de Benguela, Angola

Os professores do Centro de Formação Profissional de Construção Civil e Indústria de Matérias de Construção em Benguela, entraram hoje em greve, para exigirem do Ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca o pagamento de oito meses de salário em atraso.

Os professores do Centro de Formação Profissional de Construção Civil e Indústria de Matérias de Construção em Benguela, entraram hoje em greve, para exigirem do Ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca o pagamento de oito meses de salário em atraso.

Os funcionários daquela instituição ordenam também a inscrição do quadro de pessoal, no Ministério de Urbanismo e Construção por interposição de contrato por tempo indeterminado e reivindicam o pagamento de subsídios de férias do ano de 2010.

Uma fonte do Ministério de Urbanismo e Construção disse à Voz da América que, os problemas levantados em Benguela abrangem outras três províncias onde foram instalados aqueles centros, nomeadamente, Huambo, Luanda e Malange.

Eduardo Paulo é o delegado de greve, acusa as autoridades angolanas de estarem a agir de má fé.

“ São meses sem salários, sem subsídios de férias, sem o décimo terceiro mês de 2010, enfim… São pessoas que têm famílias, são jovens que pretendem investir no seu futuro, têm faculdade por pagar e outras preocupações.”

Refira-se que, em Angola existem quatro Centros de Formação Profissional de Construção Civil e Industria de Matérias de Construção, criados à sensivelmente quatro anos.

É uma instituição pública vocacionada para a formação profissional nas áreas de construção civil e indústria.

Trata-se dum projecto avaliado em cerca de 90 milhões de dólares norte-americanos, conforme explica à Voz da América, Honorato Tenet, um dos formadores do Centro de Benguela.

“ Se o governo chegou a construir esse centro a pensar na formação técnico-profissional dos angolanos porque que não paga os funcionários?” questionou Honorato Tenet.

Joana Batista é funcionária administrativa daquela instituição que relevou à VOA que, para este ano lectivo foram inscritos 400 jovens dos quais 310 já estão matriculados.

“ Esse centro tem ajudado muitos alunos. Nós mandamos os alunos a fazerem o teste numa empresa, depois da formação e se ele sair bem fica a trabalhar naquela empresa. Isso é uma mais-valia.”

Joana Batista acrescentou ainda que, “ essa é uma forma se reduzir com a mão-de-obra estrangeira que é muito cara.”

Uma fonte do Ministério do Urbanismo e Construção informou a VOA que Fernando Fonseca criou hoje uma delegação ministerial que deverá deslocar-se a Benguela, na próxima quarta-feira, a fim de negociar com funcionários do Centro que, dizem que não voltarão a trabalhar se não forem cumpridas as exigências.

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