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A Huíla pode perder o estatuto de segundo maior parque industrial de Angola

  • Teodoro Albano

A Huíla pode perder o estatuto de segundo maior parque industrial de Angola

A Huíla pode perder o estatuto de segundo maior parque industrial de Angola

A quase inoperância do porto comercial do Namibe está a servir como uma barreira ao crescimento da região

A Huíla pode perder para a província de Benguela o estatuto de segundo maior parque industrial do país.

Os receios desta possibilidade foram lançados pela associação agro-pecuária comercial e industrial da Huíla AAPCIL na voz do seu presidente, António Lemos.

Segundo aquele responsável, que atende pela classe de empresários na região, a Huíla só tem mantido o estatuto em meio em dificuldades muito por força do dinamismo que o sector vem empreendendo.

António Lemos alerta que a quase inoperância do porto comercial do Namibe está a servir como uma barreira ao crescimento da região.

“A Huíla tem um empresariado muito forte um empresariado muito unido e um empresariado consciente das suas responsabilidades para com o desenvolvimento deste país. Só um empresariado com este dinamismo seria possível fazer de uma cidade do interior como o Lubango um parque industrial com a dimensão que tem. Nós sabemos que por norma as cidades que mais se desenvolvem são aquelas que estão na orla marítima. O Lubango desenvolveu-se mesmo sendo uma cidade do interior, mesmo com todas as dificuldades de ter um porto marítimo sem muitas condições o porto do Namibe não tem as condições que nós gostaríamos de ter as condições que nós necessitámos de ter.”

Para o bem de toda a região sul, António Lemos pede uma intervenção das autoridades centrais na recuperação do porto comercial do Namibe.

O presidente da AAPCIL disse que a recuperação daquela infra-estrutura é fundamental por causa também da reabilitação em curso no caminho de ferro de Moçâmedes.

“O porto do Namibe pode ser um pólo de desenvolvimento de toda parte sul do país porque somos servidos por uma linha férrea que está a ser completamente restaurada, que está praticamente em vias de conclusão, e que segundo a empresa encarregada da sua recuperação diz que até 31 de Dezembro terá toda a linha ferrea recuperada, com uma linha férrea que suporta as províncias do Namibe, Huíla, Kuando-Kubango, com acesso ao Cunene, não tenho dúvidas nenhumas que o porto comercial do Namibe seria um pólo de desenvolvimento”.

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