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EUA: 500 milhões de dólares para fabrico de ciber-armas


Pessoal do Comando de Operações Espaciais da Força Aérea e Centro de Segurança na Base da Força Aérea no Colorado

Pessoal do Comando de Operações Espaciais da Força Aérea e Centro de Segurança na Base da Força Aérea no Colorado

Depois da guerra das estrelas, vem ai a guerra na Internet, com o exército americano a procura doptar-se de armas para a nova era

O Pentágono está a acelerar os esforços para desenvolver uma nova geração de ciber-armas (armas através da internet) capazes de destruir as redes - de comunicações militares inimigas mesmo aquelas que não estejam ligadas à internet.

O governo americano tem previsto para os próximos 5 anos 500 milhões de dólares de orçamento para financiar um tal programa.

Segundo o jornal The Washington Post, as possibilidades de uma confrontação americana com o Irão ou a Síria terão forçado os responsáveis militares a avaliar a importância de ciber-armas que podem ser usadas contra uma força inimiga do qual os mais importantes alvos tais como os sistemas de defesa aérea não estejam ligados as redes acessíveis através da Internet. Mas a adaptação dessas ciber-armas pode levar meses ou mesmo anos de árduos trabalhos técnicos.

No ano passado, quando os especialistas militares americanos analisavam as vias para desactivar o sistema de defesa aérea líbia antes dos ataques da NATO, eles tinham debatido o uso da cibertecnologia. Mas a ideia foi rapidamente abandonada por causa de falta de opções efectivas, afirmaram os antigos e actuais responsáveis militares americanos.

Os mesmos prevêem que conceber uma ciber-arma poderia levar cerca um ano incluindo o tempo necessário para definir o sistema alvo de vulnerabilidades.

E para acelerar o desenvolvimento das ciber-armas bem como uma tecnologia de defesa, no ano passado o então Secretário-adjunto da Defesa William Lynn III e o General da Marinha James Cartwright na altura vice-comandante das forças armadas americanas, afectaram 500 milhões de dólares de orçamento para a Agencia de Projectos de Pesquisas Avançadas de Defesa, o primeiro órgão de pesquisas do Departamento da Defesa. Esta mesma agência já lançou uma série de iniciativas de desenvolvimento da internet, incluindo o “fast-track program”, ou seja, o programa de localização rápida.

Enquanto isso, os responsáveis do Pentágono estão a desenvolver uma série de estratégias aprovadas pelo Congresso para a obtenção de ciber-armas que podem adaptar-se as novas tecnologias e ameaças.

Os especialistas estão a tentar criar cyber-armas que podem atingir alvos em sistemas militares “offline” ou seja não conectados, em partes, através de tecnologias novas que usam sinais de rádio para aceder aos códigos dos computadores em redes dificilmente acessíveis quer geográfica como tecnológicas.

O montante até então conhecido dos gastos do Pentágono em cibersegurança e cibertecnologia – tanto ofensiva como defensiva – é de 3,4 mil milhões de dólares este ano. O ciber-comando americano baseado em Fort Meade foi criado em 2010 e tem como orçamento para este ano a previsão de154 milhões de dólares.

Os responsáveis americanos afirmam que o actual ciber-arsenal tem o potencial para desactivar componentes de um sistema de armas, sem no entanto o destruir. Essas ferramentas devem ser usadas em conjunto com outras tácticas e armas. Até ao momento a ciber-tecnologia pode apenas activar ou permitir um ataque através do retardamento de reconhecimento desse mesmo ataque pela força inimiga.

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