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Angola: General Numa critica violência contra manifestantes

  • António Capalandanda

Ex-secretário-geral da Unita, Kamalata Numa, ao lado de Vitorino Nhany

Ex-secretário-geral da Unita, Kamalata Numa, ao lado de Vitorino Nhany

O general Abílio Kamalata Numa disse em Benguela que as autoridades angolanas estão a destruir a última ponte da reconciliação nacional em Angola, ao reprimir violentamente manifestações pacíficas.

O general Abílio Kamalata Numa disse em Benguela que as autoridades angolanas estão a destruir a ultima ponte de reconciliação nacional em Angola, ao reprimir violentamente manifestações pacíficas.

O antigo secretário-geral da UNITA, falando durante um comício realizado no município do Cubai, referiu que a situação em Angola está tensa perspectivando uma eventual revolta popular se autoridades angolanas insistirem na violência politica para a manutenção do poder.

“Sempre estamos a alertar para que não destruam as ultimas pontes que nos permitem a reconciliação nacional” apelou o general Numa, acrescentando que “o doutor Filomeno merece respeito por aquilo que tem feito por este país. Não é criminoso; não é ladrão. É um patriota que luta para o povo angolano e não pode ser partido o braço dele por um tipo qualquer,” disse.

Refira-se que grupos de indivíduos descritos como uma milícia actuando impunemente causaram tumultos que resultaram em ferimentos grave e detenções de manifestantes nas províncias de Luanda e Benguela. O secretário-geral do Bloco Democrático, Filomeno Viera Lopes, levou um golpe profundo na cabeça e ficou com braço esquerdo fracturado em três sítios.

A Polícia Nacional prometeu investigar os incidentes mas o Governo não reagiu ao facto de indivíduos encapuzados terem feito ameaças contra os manifestantes, na Televisão Pública de Angola.

Segundo Numa, a repressão, ocorrida no passado dia 10, foi efectuada por mercenários a mando do presidente da Republica de Angola, José Eduardo dos Santos.

O dirigente partidário considera que os abusos efectuados pelo regime chegaram ao “limite do insuportável,” tendo apelado aos militantes do seu partido a recorrerem a desobediência civil, em defesa dos angolanos.

“Eles estão a nos ensinar como vamos nos defender um dia. Eduardo dos Santos entenda isso, ele não vai partir os braços de todos e mais, quem tocar no angolano vai pagar.”

Abílio Kamalata Nunca defendeu ainda a necessidade de reformas democráticas urgentes a fim de se mitigar futuro conflito social no país.

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