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25 moçambicanos deixam o Japão por temerem radiações

  • Francisco Júnior

Pessoal médico usa contador Geiger para verificar nivel de possível exposição

Pessoal médico usa contador Geiger para verificar nivel de possível exposição

O Japão é um dos principais parceiros de cooperação de Moçambique

Moçambicanos começam a ser evacuados esta sexta-feira do Japão.Temem a radiação nuclear. A ordem foi dada pelo governo de Moçambique, país que tem, neste momento, no Japão, 25 cidadãos que trabalham, estudam e vivem em diferentes pontos do território nipónico.

Por alguns dias, a Embaixada de Moçambique, na capital nipónica, estará encerrada, sendo o pessoal transferido para Osaka, no sul do Japão. Tudo por razões de segurança.

Para a próxima semana, estava previsto um encontro, em Maputo, que iria discutir a cooperação bilateral Moçambique-Japão, para os próximos dois anos, mas a reunião foi cancelada por causa da tragédia que se abateu sobre o chamado país do sol nascente.

O Japão é um dos principais parceiros de cooperação de Moçambique. Nos dois últimos anos, investiu 120 milhões de dólares americanos em vários programas de desenvolvimento em Moçambique. Uma das áreas que mais recebe fundos japoneses é a desminagem.

O desastre nuclear parece iminente e os estrangeiros que trabalham, estudam ou vivem no Japão começam já a deixar aquele país asiático.

Mais do que as réplicas dos terramotos, o receio de uma possível contaminação a todos assusta.

Moçambique tem uma Embaixada em Tóquio. E, da sede, em Maputo, recebeu a indicação de que deve começar a evacuar o pessoal, particularmente os que se encontram nas zonas de risco.

No Japão, estão, neste momento, 25 moçambicanos. 11 são diplomatas e respectivos familiares, 13 são estudantes a participar em diversos cursos de nível superior, e um já está lá a trabalhar.

Belmiro Malate, embaixador de Moçambique no Japão

Belmiro Malate, embaixador de Moçambique no Japão

Segundo Belmiro Malate, dos estudantes, apenas um regressa a Maputo, nesta sexta-feira. Trata-se de um jovem que estava em Sendai, uma das cidades mais flageladas pelo sismo e pelo tsunami de sexta-feira passada.

Os outros estudantes, explicou Malate, dizem que preferem continuar em território nipónico, embora tenham concordado em transferir-se, temporariamente, para Matsuyama, cidade situada no sul do país, uma região distante de Fukushima, onde se encontram as centrais nucleares que têm estado a afligir os japoneses.

E é também para áreas mais a sul, em Osaka, onde o Embaixador e todos os diplomatas moçambicanos presentes no Japão se vão mudar, por alguns dias, por razões de segurança, pois, em Tóquio, capital nipónica, a vida está difícil.

O desastre nuclear parece iminente e os estrangeiros que trabalham, estudam ou vivem no Japão começam já a deixar aquele país asiático.

Mais do que as réplicas dos terramotos, o receio de uma possível contaminação a todos assusta.

Moçambique tem uma Embaixada em Tóquio. E, da sede, em Maputo, recebeu a indicação de que deve começar a evacuar o pessoal, particularmente os que se encontram nas zonas de risco.

No Japão, estão, neste momento, 25 moçambicanos. 11 são diplomatas e respectivos familiares, 13 são estudantes a participar em diversos cursos de nível superior, e um já está lá a trabalhar.

Belmiro Malate, embaixador de Moçambique no Japão

Belmiro Malate, embaixador de Moçambique no Japão

Segundo Belmiro Malate, dos estudantes, apenas um regressa a Maputo, nesta sexta-feira. Trata-se de um jovem que estava em Sendai, uma das cidades mais flageladas pelo sismo e pelo tsunami de sexta-feira passada.

Os outros estudantes, explicou Malate, dizem que preferem continuar em território nipónico, embora tenham concordado em transferir-se, temporariamente, para Matsuyama, cidade situada no sul do país, uma região distante de Fukushima, onde se encontram as centrais nucleares que têm estado a afligir os japoneses.

E é também para áreas mais a sul, em Osaka, onde o Embaixador e todos os diplomatas moçambicanos presentes no Japão se vão mudar, por alguns dias, por razões de segurança, pois, em Tóquio, capital nipónica, a vida está difícil.

Belmiro Malate, Embaixador de Moçambique acreditado em Tóquio, que confirma o regresso de alguns dos cidadãos moçambicanos que se encontram a estudar e a residir no Japão.

Japão país com o qual Moçambique estabeleceu relações diplomáticas em 1975.

Japão que, no quadro da cooperação bilateral, tem estado a injectar vários milhões de dólares americanos em Moçambique, em diferentes programas de desenvolvimento.

Em 2009 foram trinta milhões de dólares americanos, em 2010 noventa. Esperava-se que em 2011 esse valor subisse, mas, com o abalo que o país do sol nascente está a sofrer, desconhece-se se essa intenção poderá ser materializada.

Belmiro Malate, Embaixador de Moçambique acreditado em Tóquio, que confirma o regresso de alguns dos cidadãos moçambicanos que se encontram a estudar e a residir no Japão.

Japão país com o qual Moçambique estabeleceu relações diplomáticas em 1975. Japão que, no quadro da cooperação bilateral, tem estado a injectar vários milhões de dólares americanos em Moçambique, em diferentes programas de desenvolvimento.

Em 2009 foram trinta milhões de dólares americanos, em 2010 noventa. Esperava-se que em 2011 esse valor subisse, mas, com o abalo que o país do sol nascente está a sofrer, desconhece-se se essa intenção poderá ser materializada.

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