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Clima amistoso e segurança rígida aguardam Obama no Brasil


Rinaldo Americo, sósia do presidente Obama

Rinaldo Americo, sósia do presidente Obama

Mais de 10 mil vídeos de boas-vindas ao presidente Barack Obama já foram postados no site da Embaixada Americana no Brasil.

O Brasil recebe o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em clima amistoso e cercado de rígida segurança. Em Brasília, onde Obama desembarca neste sábado acompanhado da esposa Michelle e das duas filhas, um mega esquema de segurança vai envolver as Forças Armadas, a Polícia Federal, o Secret Service (que faz a segurança dos presidentes americanos) e as unidades de Polícia Civil e Militar.

Toda a operação é cercada de muito mistério, sobretudo, em torno do número de pessoas envolvidas nos trabalhos. Só em Brasília, mais de 3000 elementos devem participar nos esforços de proteger o líder americano. Partes do espaço aéreo de Brasília e da cidade do Rio de Janeiro serão fechadas durante a presença do presidente.

No Rio de Janeiro, grande parte das medidas de segurança, como interdição de ruas, começou a ser feita desde a última quinta-feira. No fim-de-semana, o esquema fica mais intenso, com a proibição de estacionamento de veículos e da abertura do comércio nas proximidades de onde Obama passará.

O grande discurso aberto ao público que o presidente americano faria no Brasil foi cancelado. O pronunciamento de Obama deve acontecer dentro do Theatro Municipal, que também fica na Praça da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, onde seria o contacto directo com os brasileiros. Agora, no entanto, o discurso será para um público restrito.

Apesar do clima de rigidez da segurança, a espera pelo presidente americano tem sido marcada pelo estilo descontraído, típico do brasileiro. Mais de 10 mil vídeos de boas-vindas ao presidente Barack Obama já foram postados no site da Embaixada Americana no Brasil. São brasileiros de todas as idades dando declarações a Obama, muitos arriscando deixar a mensagem em inglês.

Há registos de protestos sendo organizados por movimentos sociais contra a visita do presidente dos Estados Unidos. As manifestações foram convocadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Até agora, no entanto, as tentativas de mobilizações parecem não estar atraindo grande número de adeptos e nem, muito menos, fazendo frente aos manifestos de boas-vindas ao líder.

Mas, nem sempre a visita de um presidente dos Estados Unidos ao Brasil foi marcada por mais manifestações positivas que negativas. Nos últimos 30 anos, quatro presidentes norte-americanos estiveram no Brasil. Último deles foi o presidente americano George W. Bush, que enfrentou muitos protestos nas duas visitas ao Brasil, em 2005 e 2007.

Na primeira visita oficial, Bush passou 24 horas em Brasília. Dois anos depois, o presidente norte-americano foi recebido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. “Essa sua visita abre na consciência do povo norte-americano, brasileiro e acredito que na de todo o povo latino-americano a perspectiva de que não estamos longe de poder construir um novo padrão de relacionamento entre as nações”, afirmou Lula. Na época, Bush chamou o presidente brasileiro de amigo e afirmou que o Brasil era um excelente exemplo de como a democracia era possível.

Uma das visitas mais festivas de um presidente americano ao Brasil foi a de Bill Clinton, que quebrou alguns protocolos. Clinton foi recebido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. "Ficamos muitos satisfeitos que o presidente venha não só a capital brasileira, mas também a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Assim, poderá ter uma visão mais completa do que é o Brasil da democracia consolidada, da cidadania forte, da estabilidade, das reformas da abertura e do crescimento,” declarou o ex-presidente brasileiro durante a passagem de Clinton pelo Brasil.

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