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Rebeldes da Nigéria atacam instalação petrolifera da AGIP

  • Paulo Oliveira

Rebeldes da Nigéria atacam instalação petrolifera da AGIP

Rebeldes da Nigéria atacam instalação petrolifera da AGIP

Um aviso para que o governo não receba as ameaças em vão

Militantes nigerianos reivindicaram o ataque contra uma instalação petrolífera na região do Delta do Níger e avisaram para nova onda de violência ainda antes das próximas eleições.

As autoridades lançaram uma operação de segurança sem precedentes em antecipação do sufrágio.

O grupo "Movimento para a Emancipação do Delta do Níger" reivindicou a responsabilidade pelo ataque a uma instalação da empresa petrolífera italiana AGIP.

Numa declaração escrita, o grupo anuncia o desencadear de novos ataques antes das eleições de Abril, como constituindo um aviso para que o governo não receba as ameaças como sendo em vão.

O grupo alerta mesmo os nigerianos para se manterem afastados dos encontros políticos.

Os militantes do grupo reivindicaram a responsabilidade pelos atentados bombistas de Outubro passado no decurso das celebrações do Dia da Independência, realizadas em Abuja, ataques em que morreram 15 pessoas.

Já se registaram uma serie de ataques, no Delta do Níger, contra eventos de campanha, bem como ataques contra candidatos no norte da Nigéria, região onde um outro grupo de militantes combate para estabelecer um estado islâmico.

Com mais de 70 milhões de nigerianos registados para participarem nos sufrágios de Abril, os serviços de segurança na nação mais populosa de África, adoptaram uma serie de medidas sem precedentes para proteger os actos eleitorais.

Tem se registado, no passado, problemas com militantes nigerianos disfarçados de elementos de segurança, e a polícia vai utilizar cartões de identificação especiais para tentar evitar ataques de surpresa.

Um especialista de ciências políticas da Universidade do Estado do Delta considera ser responsabilidade do governo assegurar a segurança necessária para a votação seja livre e honesta.

O mesmo especialista acentua que os próprios políticos nigerianos são culpados de alguma violência pois a eleição para um cargo se transformou numa maneira de obter dinheiro e poder.

Este será o quarto sufrágio presidencial desde que a Nigéria regressou ao regime civil em 1999. O presidente Goodluck Jonathan enfrenta vários opositores, o principal do qual o antigo dirigente militar Muhammadu Buhari.

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