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Presidente Obama no Brasil: Energia será tema importante


Presidente Obama no Brasil: Energia será tema importante

Presidente Obama no Brasil: Energia será tema importante

O presidente americano Barack Obama inicia no próximo sábado a sua visita ao Brasil

O presidente americano Barack Obama inicia no próximo sábado a sua visita ao Brasil sendo recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Nessa primeira reunião, Obama e a presidente brasileira devem tratar, entre outros assuntos, da questão da energia, em especial biocombustíveis e petróleo.
A agenda do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai ficando, aos poucos, mais clara, assim como os possíveis assuntos que devem ser tratados pelo líder americano em terras brasileiras, no próximo fim-de-semana.

De acordo com o que foi divulgado até agora pelas assessorias da Casa Branca e do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, a passagem de Obama pelo Brasil será marcada por acordos e discussões que contemplam os lados: económico, político e social.

Obama deve desembarcar na Base Aérea de Brasília, no início da manhã de sábado, acompanhado por uma comitiva de cerca de mil pessoas. Logo depois, será recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Nessa primeira reunião, Obama e Dilma devem tratar, entre outros assuntos, da questão da energia, em especial biocombustíveis e petróleo.

Também devem fazer parte da pauta de reuniões do primeiro presidente negro dos Estados Unidos com a primeira mulher a comandar o Brasil discussões sobre a "paz global". Obama e Dilma conversam ainda sobre a possibilidade de investimentos em infra-estrutura no contexto dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo no Brasil.

Em Brasília, Obama terá encontro com empresários em dois momentos diferentes. Nas duas oportunidades, o presidente americano deve falar sobre o uso de energias renováveis, como o etanol. Barack Obama almoça no Itamaraty com ministros brasileiros e americanos, parlamentares, empresários, representantes da sociedade civil e, de forma pioneira, com sindicalistas. “Pela primeira vez não são só os empresários os convidados, as centrais sindicais também estarão presentes no almoço no Itamaraty. A mudança de relação começa a ficar mais explícita, mostrando que os trabalhadores no Brasil têm protagonismo,” afirma o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto.

Nessa passagem por Brasília, Obama e Dilma assinam de 15 a 20 acordos bilaterais que ainda estão sendo finalizados. São parcerias que resultaram de reivindicações de empresários, governos estaduais e da comunidade brasileira que vive em território americano.
A professora do Curso de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco, Denilde Holzhacker, destaca que são acordos de ciência e tecnologia, principalmente na área de pesquisa, que podem ter efeitos para discussão sobre o etanol.

Existem também acordos e posições dos dois países voltados para a cooperação com países africanos. “São protocolos de intenção de ajuda trilateral. O Brasil já participa nalguns programas na África e os Estados Unidos entrariam neles. Possivelmente, na área de agricultura, saúde, como prevenção de epidemias, parte do que o Brasil já vem fazendo com os países africanos”, afirma Holzhacker.

Entre os vários acordos, está ainda um que deve beneficiar meio milhão de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. A medida vai favorecer quem trabalha na iniciativa privada e está em situação irregular no território americano. Os brasileiros que moram nos Estados Unidos vão poder somar suas contribuições à previdência. Há também acordos para facilitar a parceria no sector aéreo, aumentando o número de voos entre o Brasil e os Estados Unidos.

Paralelamente aos acordos, existe uma expectativa muito grande em torno de assuntos, polémicos, que podem ser tratados nessa visita. Um deles é a campanha brasileira por uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, em entrevista à imprensa, afirmou que o Brasil ficará “desapontado” se Obama não manifestar apoio ao pleito do governo brasileiro.

Ainda sobre os assuntos que podem fazer parte da agenda de Obama no Brasil, está a grande expectativa pela sinalização por parte dos Estados Unidos para o fim da obrigatoriedade do uso de visto para brasileiros entrarem no território americano.

No que diz respeito à agenda comércio, Denilde Holzhacker lembra que o Brasil quer discutir não só os contenciosos na área do algodão, mas nas áreas agrícola em geral e de siderurgia, sectores que têm sofrido tem restrições no mercado americano.

“O Brasil quer entrar mais no mercado americano, discutir o alto deficit que tem com os Estados Unidos. Já o presidente Obama, tem o objectivo de ampliar as oportunidades de negócios dos Estados Unidos no Brasil,” afirma.
“A agenda, de um lado, tem pontos importantes, mas difíceis de serem acordados, pelo menos, a curto prazo. No entanto, a reunião vai ser importante para indicar que há uma sinalização e um início de cooperação futura,” encerra.

No domingo, Obama segue para o Rio de Janeiro, onde visita uma Unidade de Polícia Pacificadora, na Cidade de Deus, e fará um discurso aberto ao público na Cinelândia, praça no centro da cidade do Rio de Janeiro.

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