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Aprovado novo medicamento para o tratamento do lúpus

  • Renato Bittencourt

Aprovado novo medicamento para o tratamento do lúpus

Aprovado novo medicamento para o tratamento do lúpus

Benlysta é o primeiro medicamento aprovado para o tratamento dessa doença nos últimos 50 anos

RENATO- Olá Ana! Olá, ouvintes! Os Estados Unidos vão financiar o treinamento de 140 mil profissionais para o sector de saude da Africa.

ANA- Trata-se de uma iniciativa que visa a transformar radicalmente a educação médica no continente, onde a escassez de pessoal qualificado constitui um grave problema.

RENATO- Convem mencionar também que, em Africa, muitos profissionais de saude deixam o seu pais de origem para trabalhar no exterior em busca de melhores condições.

ANA- Assim é, por exemplo, que dos 500 médicos treinados em Zâmbia desde a independência somente 60 permanecem hoje no país.

RENATO- O dr. Francis Collins, director do Instituto Nacional de Saüde dos Estados Unidos, disse que um objectivo da iniciativa de Washington é proporcionar um melhor ambiente de trabalho para os profissionais do sector de saúde africano.

ANA- Dessa forma, eles ficarão mais motivados para continuar a trabalhar em seu país natal.

RENATO- No momento, a atração de trabalhar no exterior é grande devido ao facto de que em Africa os salários dos profissionais de saude são baixos e os hospitais são mal equipados.

ANA- Outro assunto, Renato: a agência do governo americano que regulamenta o uso de remédios, FDA, aprovou o Benlysta para tratamento do lupus.

RENATO- Este é o primeiro medicamento aprovado para o tratamento dessa doença nos Estados Unidos nos ultimos 50 anos.

ANA- O lupus é uma doença que enfraquece o sistema imunitario do organismo humano, uma vez que ataca as próprias células encarregadas da defesa do corpo.

RENATO- O lúpus causa inflamação e danos aos tecidos do organismo. Pode afetar o coração, o sistema nervoso, os rins, e outros orgãos.

ANA- Sua frequencia é nove vezes maior em mulheres do que em homens, especialmente entre as idades de 15 e 50 anos.

RENATO- Nos Estados Unidos, as estimativas são de que o número de pessoas que sofem de lupus pode passar de 1 milhão.

ANA- Sandra Raymond, presidenta da Fundação Americana do Lupus, disse que a notícia da aprovação do Benlysta foi bem recebida pelos médicos.

RENATO- E ela explica que isso é fácil de compreender, porque há varias decadas que os esforços para encontrar uma nova opção de tratamento do lupus não davam certo.

ANA- Um estudo que está a ser feito por cientistas de 30 paises visa a determinar qual é o melhor momento para começar a aplicar antirretrovirais em pessoas infectadas pelo HIV

RENATO- O estudo quer determinar se as pessoas infectadas pelo HIV, mas que não apresentam sintomas, têm menos risco de desenvolver SIDA se começarem a tomar antirretrovirais antes do momento que tem sido recomendado até agora.

ANA- Nos Estados Unidos, o costume é recorrer aos antiretrovirais quando os níveis de moléculas CD4 e células T (que são normalmente um indicador da saúde do sistema imunológico) estão abaixo de 500 células por milímetro cúbico.

RENATO- No entanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda começar o tratamento quando os níveis de CD4 estão situados em 350 células por milímetro cúbico, ou menos.

ANA- O grupo CD4 é o receptor ou porta principal de entrada do HIV nas células T do sistema de imunidade do corpo humano.

RENATO- Os cientistas assinalam que até agora não foram realizados testes clínicos bem desenhados para orientar sobre quando começar o tratamento com os indivíduos que não apresentam sintomas da SIDA.

ANA- Por isso, consideram fundamental definir com mais precisão o melhor momento para começar a medicação.

RENATO- O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos declarou o seguinte:

ANA-.. "algumas provas epidemiológicas sugerem que os pacientes infectados pelo HIV ficam mais saudáveis quando começam a ser tratados somente depois que os níveis de CD4 atingem niveis mais altos".

RENATO- Outro assunto, Ana : Dormir menos de seis horas por noite pode aumentar o risco de morte prematura.

ANA- Foi o que concluiram investigadores britânicos e italianos num estudo publicado no jornal Sleep.

RENATO- Mas, atenção! Dormir demasiado também não é saudável. O melhor é seguir a recomendação tradicional de dormir entre 7 e 8 horas por noite.

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