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Japão: Depois do terramoto o pesadelo nuclear

  • Eduardo Ferro

Japão: Depois do terramoto o pesadelo nuclear

Japão: Depois do terramoto o pesadelo nuclear

Teme-se cada vez mais uma catástrofe nuclear com o aumento da radioactividade emitida pela central nuclear de Fukushima

No Japão teme-se cada vez mais uma catástrofe nuclear com o aumento da radioactividade emitida pela central nuclear de Fukushima danificada pelo terramoto da semana passada.

Numa declaração transmitida pela televisão nacional, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, advertiu que o nível de radiação em redor daquela central era “muito elevado” e que havia o risco de mais fugas de radioactividade.

Os residentes num raio de 30km foram entretanto aconselhados a permanecerem dentro das suas casas tentando veda-las o melhor possível para impedir a entrada de ar exterior contaminado.

As condições continuam entretanto a deteriorar-se na central de Fukushima danificada pelo terramoto seguido de um tsunami que devastou o Japão. As preocupações incidem especialmente no reactor número dois daquela central.

Segundo a agência nuclear francesa, a cúpula de protecção do reactor teria desenvolvido fissuras aumentando a possibilidade de mais fugas de radiação.

As explosões na central nuclear de Fukushima, afectaram quatro dos seis reactores e foram motivadas pelo terramoto seguido de um tsunami que devastou o país na passada sexta-feira.

O reactor 4 sofreu um incêndio, e no número 2 houve esta manhã uma explosão, a terceira em quatro dias naquelas instalações.

Na central, trabalham actualmente 50 funcionários, que não foram ainda evacuados.

Enquanto isso em Tóquio, a cerca de 300 quilómetros de Fukushima, muitos cidadãos estrangeiros começaram a retirar-se da capital onde se detectaram pequenas quantidades de substâncias radioactivas.

As autoridades nipónicas garantem no entanto que os níveis de radioactividade em Tóquio não colocam riscos para a saúde, ainda que sejam dez vezes mais elevados que o normal. Contudo, pelo sim pelo não, os residentes daquela cidade de mais de 36 milhões de habitantes começaram já a aprovisionar bens como comida, água ou máscaras, a fim de evitarem deslocações à rua.

Enquanto isso, nas regiões mais próximas de Fukushima, muitas delas completamente destruídas pelo terramoto e pelo tsunami, aumenta ainda mais a preocupação e a ansiedade com a nova ameaça da radioactividade.

O repórter Anselmo Crespo da televisão portuguesa SIC, deslocou-se hoje a Sendai, uma das zonas mais atingidas, e descreveu à VOA o estado de espírito dos residentes.

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