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Líbia: Países do G8 não chegam ao acordo sobre a exclusão aérea e de intervenção militar


Líbia: Países do G8 não chegam ao acordo sobre a exclusão aérea e de intervenção militar

Líbia: Países do G8 não chegam ao acordo sobre a exclusão aérea e de intervenção militar

Rússia e a Alemanha consideram a proposta de difícil e perigosa

A secretária de Estado americana, iniciou hoje a visita aos países do Magreb palcos de recentes revoluções populares com a agenda dominada pela situação de guerra civil na Líbia.

Hillary Clinton partiu de Paris para o Cairo antes mesmo do final da reunião ministerial do G8 onde não se obteve o consenso para uma eventual intervenção militar na Líbia.

O ministro francês dos negócios estrangeiros, Alain Juppé confessou-se incapaz em convencer os seus homólogos sobre a questão.

A proposta da França e do Reino Unido para o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e de uma possível intervenção militar na Líbia não vingou na cimeira dos ministros dos negócios estrangeiros do G8 de ontem e hoje em Paris.

O comunicado final da cimeira não faz nenhuma referência ao tema em questão. Membros de delegações presentes disseram que a Alemanha e a Rússia bloquearam a proposta franco-inglesa de restrição aérea. Segundo a agência Reuters que cita o ministro dos negócios estrangeiros alemão Guido Wasterwelle, a intervenção militar não é a solução. A Alemanha considera como muito difícil e perigoso um tal recurso.

O comunicado final da reunião do G8 diz apenas que os Líbios têm direito a democracia e que o Coronel Kadhafi vai sofrer sérias consequenciais se ignorar os direitos do seu povo. Os ministros do G8 apelaram igualmente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a reforçar a pressão sobre o governo de Kadhafi, incluindo sanções económicas.

O desacordo do G8 naquilo que parecia ser uma aparente solução a crise político-militar na Líbia deixa o Coronel Kadhafi como o senhor da situação, ao mesmo tempo que coloca em aberto a divergência de ponto de vista de eminentes políticos americanos em relação a posição do governo de Obama.

A administração americana tinha mesmo na véspera desse encontro expressado o seu receio sobre a importância do estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e de uma intervenção militar. Visão contrária têm os senadores John McCain e Joe Lieberman, que apelaram ao presidente Obama a reconhecer o Conselho Nacional de Transição Líbio – a oposição.

McCain sublinhou que os Estados Unidos não podem continuar de fora deste conflito enquanto Kadhafi vai consolidando o seu controlo sobre a Líbia. Quanto a Lieberman, ele considera que a situação actual na Líbia põe em causa as revoluções na Tunísia e no Egipto.

Seja como for, a Secretária de Estado Hillary Clinton, já se encontra no Magreb, e deverá transmitir aos responsáveis Tunisinos e Egípcios os engajamentos do governo americano para com a situação ao nível regional. Quanto ao reconhecimento da oposição líbia, Clinton terá dado um primeiro passo nesse sentido, ao reunir-se ontem a noite com Mahmoud Jibril, membro do Conselho Nacional de Transição Líbio, um grupo da oposição que procura apoio internacional contra as forças de Kadhafi.

No terreno, a situação continua a ser favorável ao ditador líbio, que afirmou hoje que os rebeldes estavam em vias de serem vencidos e que o povo estava do seu lado.

Kadhafi disse igualmente sentir-se traído pelo primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi.

No teatro das operações as forças de Kadhafi assumiram ontem o controlo da cidade de Zouara a uma centena de quilómetros de Tripoli isso enquanto a cidade de Misrata a oeste e de Benghazi a leste ainda continuam sob o controlo da rebelião.

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