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Zambeze não vai escoar carvão deixando ecologistas felizes

  • Eduardo Ferro

Ecologistas moçambicanos aplaudem a decisão governamental de impedir o transporte da carvão pelo rio Zambeze.


Os ecologistas moçambicanos aplaudiram a decisão governamental de impedir o transporte da carvão pelo rio Zambeze.

De facto,o governo moçambicano decidiu rejeitar a proposta da multinacional “Rio Tinto” de transporte de carvão pelo rio Zambeze concluindo que o estudo do impacto ambiental não estava devidamente fundamentado com dados científicos.

A “Rio Tinto” pretendia escoar o carvão, extraido das minas de Moatize, através do rio Zambeze e até ao porto da Beira.

Aquela empresa mineira previa exportar anualmente dois milhões de toneladas de carvão em barcaças passando para 12 milhões de toneladas numa fase posterior.

O governo moçambicano considerou contudo que o uso do rio Zambeze para o transporte daquele minério poderia ter um impacto muito negativo para o canal e para as zonas ribeirinhas.

Fundamentando a rejeição do projecto de navegabilidade do Zambeze, o ministro moçambicano dos transportes, Paulo Zucula, salientou que “de quatro em quatro anos há problemas com o rio Zambeze que sai das margens e mata pessoas”, acrescentando que “a dragagem e o alargamento das margens poderiam criar mais problemas”.

A organização não-governamental moçambicana “Justiça Ambiental”, que tinha apelado ao governo para não aprovar a proposta, congratulou-se entretanto com a decisão.

Segundo aquela organização o estudo da proposta não estava devidamente fundamentado em dados científicos, os resultados da modelagem não eram de fiar, o período para o levantamento de dados foi insuficiente e havia falta de informação e estudos sobre outras alternativas de escoamento do carvão.

Ouça a entrevista concedida à VOA por Vanessa Cabanelas da “Justiça Ambiental”.

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