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Líbia: Populares voltam a apelar a demissão de Kadhafi


Líbia: Populares voltam a apelar a demissão de Kadhafi

Líbia: Populares voltam a apelar a demissão de Kadhafi

Milhares de opositores do regime protestam em Benghazi enquanto a aviação continua os bombardeamentos em Las Ranouf

Na Líbia, milhares de pessoas voltaram a concentrar-se hoje nas ruas de Benghazi apelando a demissão do presidente Muammar Kadhafi.

Os protestos tiveram lugar a seguir a habitual sessão de oração de Sexta-feira, isto no dia em que as forças leais ao Coronel Kadhafi continuaram os ataques contra as cidades de Ras Lanouf e Misrata.

Segundo a agência francesa de notícias – France Press – aviões de combate lançaram hoje obuses contra um posto de controlo das forças rebeldes próximo da cidade de Ras Lanouf.

A aviação líbia bombardeou igualmente uma refinaria e bairros habitacionais onde as há ainda relatos de pequenos focos de resistência da oposição.

Os rebeldes tinham-se retirado ontem da cidade depois de ataques aéreos e marítimos das forças leais a Kadhafi.

A liderança da oposição reconheceu por outro lado a conquista da cidade de Zawya a dezenas de quilómetros de Tripoli pelos fiéis do Coronel Kadhafi.

A cidade de Misrata a 150 quilómetros de Tripoli encontra-se cercada por tropas leais a Kadhafi.

Refugiados que chegaram a zona de fronteira com a Tunísia Misrata descrevem a situação em Misrata como catastrófica.

O Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO- reconheceu como inquietante o impacto deste conflito sobre a segurança alimentar nos países vizinhos, por causa da suspensão das importações cerealíferas.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha indicou por sua vez que a Líbia está mergulhada numa guerra civil, que já provocou a morte de pelo menos 1000 pessoas e mais de 250 mil refugiados.

No plano económico o país está em crise aberta com o declínio da produção de petróleo. Segundo o director executivo da petrolífera francesa Total a Líbia produz actualmente 200 a 300 mil barris diários de petróleo, em comparação com mais de um milhão e seiscentos mil barris diários produzidos antes do conflito.

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