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Nampula: Ex-guerrilheiros da RENAMO ouvidos pela Polícia

  • Faizal Ibramugy

Celas do comando policial de Nampula

Celas do comando policial de Nampula

A cidade de Nampula, no norte de Moçambique, "voltou a estar calma", após confrontos quinta-feira entre a Polícia e ex-guerrilheiros da Renamo, que resultaram na morte de duas pessoas, garantiu hoje à Lusa a Polícia moçambicana.

A cidade de Nampula, no norte de Moçambique, "voltou a estar calma", após confrontos quinta-feira entre a Polícia e ex-guerrilheiros da Renamo, que resultaram na morte de duas pessoas, garantiu hoje à Lusa a Polícia moçambicana.

Na quinta-feira, a polícia anti-motim moçambicana, atacou e ocupou a sede da Renamo em Nampula, onde desde Dezembro estavam albergados centenas de ex-guerrilheiros daquele movimento.

Pelo menos "34 elementos da Renamo foram detidos e "todos foram ouvidos por agentes de uma brigada de instrução criminal.

Depois dos confrontos de ontem colocando frente a frente a polícia e os ex-guerilheiros da Renamo, a Policia de Investigação Criminal, PIC, em Nampula desdobra -se no terreno, para apresentar em breve ao Ministério Público, um processo-crime, relatando todos os crimes cometidos pelas ex- tropas da perdiz durante três meses de permanência na sua delegação.

Segundo fez saber o porta-voz da polícia em Nampula, Inácio João Dina, neste momento foram reactivadas todas as brigadas de investigação criminal que numa primeira fase estão a incidir as suas investigações sobre 33 ex-guerilheiros detidos nos confrontos de ontem. Aliás, a Voz da América, soube que todos já foram ouvidos um por um.

Ex-guerrilheiros da Renamo detidos em Nampula

Ex-guerrilheiros da Renamo detidos em Nampula

Ainda hoje a polícia de Nampula, apresentou o cidadão que durante um mês foi detido pelas ex-tropas de Afonso Dhlakama, o mesmo que neste momento está sob fortes investigações no sentido de fornecer informações que se esperam venham a enriquecer processo-crime em preparação.

Até ao momento pesam sobre os ex-guerilheiros, crimes como, cárcere privado, ofensas corporais, ameaças de morte, atentado contra a saúde pública, perturbação da ordem pública e violação sexual, disse João Inácio Dina.

A fonte disse que as investigações em curso visa apurar quem de facto terá cometido esses crimes, uma vez que “os crimes não podem ser atribuídos a grupos de indivíduos”.

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