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O Brasil volta a ser apontado como país, entre outros da América Latina, que não tem um sistema prisional digno. O relator especial das Nações Unidas contra a Tortura, o argentino Juan Ernesto Méndez, chamou de espantosa a situação das prisões na região.

O Brasil volta a ser apontado como país, entre outros da América Latina, que não tem um sistema prisional digno. O relator especial das Nações Unidas contra a Tortura, o argentino Juan Ernesto Méndez, chamou de espantosa a situação das prisões na região.

No caso brasileiro, as denúncias e recomendações da ONU foram enviadas para o governo da presidente Dilma Rousseff no dia 8 de Fevereiro. Até agora, o governo não se manifestou sobre o assunto.

No mês de Janeiro, a organização não-governamental de direitos humanos, Human Rights Watch, também lembrou em relatório que a tortura é um problema crónico nos centros de detenção e nas esquadras brasileiras. A organização internacional criticou a impunidade dos polícias envolvidos em práticas abusivas.

Relatórios elaborados pela Pastoral Carcerária, da Igreja Católica, mostram que juízes e promotores ainda resistem a combater esse tipo de prática no Brasil. De acordo com o documento da Igreja, as denúncias dos presos raramente são levadas a sério pelas autoridades e, principalmente, pelo povo brasileiro.

O coordenador jurídico da Pastoral Carcerária em Belo Horizonte, em Minas Gerais, Maximiliano Russo, tenta explicar porque o assunto tortura no Brasil mexe mais com as pessoas no exterior, do que com os brasileiros de forma geral.

Ouça a entrevista clicando na barra azul ou no canto superior direito da página.

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