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Dia da Mulher: Angolanas falam dos seus dramas e sucessos

  • Esperança Gaspar

A Esperança Gaspar conta-nos a história da vida de algumas mulheres angolanas com os seus dramas e os seus sucessos.

As angolanas comemoraram esta semana o Dia Internacional da Mulher. A Esperança Gaspar conta-nos a história da vida de algumas mulheres angolanas com os seus dramas e os seus sucessos.

Marquinha de Catete é uma camponesa na casa dos 50 anos que mesmo tendo perdido o seu marido de forma prematura não desistiu de lutar por uma vida condigna para ela e para os filhos.

A outra senhora, Maria Vitorina, tem trinta e quatro anos e é natural do Waco Kungo na província do Kwanza Sul. É a esposa de um oficial da polícia de Cacuaco preso há cerca de dois anos e meio depois de um processo que a família e o seu advogado consideram pouco concludente.

Há mais de dois anos, este não era o dia-a-dia desta mulher. Quando o marido foi preso Maria Vitorina sentiu a situação em casa apertar e não olhou atrás para continuar a sustentar a família.

Mas, mesmo assim, ela não conseguiu controlar tudo e as coisas aos poucos foram escapando ao seu controlo principalmente a instrução das crianças.

Para os filhos mais pequenos Maria Vitorina, disse que o pai estava de viagem mas nem sempre esta alternativa serve.

Duas vezes por semana Maria Vitorina visita o marido que está no hospital da cadeia de São Paulo devido a problemas mentais. Ela diz que os gastos têm sido muito elevados.

O amor pelo marido diz Maria Vitorina é a sua principal inspiração acrescentando que jamais “terá olhos para outra pessoa”.

A visita às cadeias transforma-se em momentos de muita dor principalmente quando o marido fala da sua situação.

Nesta homenagem às mulheres angolanas, quis o destino conduzir-nos para a sanzala Wala, em Catete. Onde encontramos Marquinha José de 49 anos, viúva e mãe de sete filhos carregando água.

Mariquinha convidou-nos a visitar o local onde passa a maior parte do seu dia ou seja o seu local de trabalho. Na lavra da lagoa a nossa interlocutora pôs mãos à obra.

Depois de termos aprendido o processo de plantação de batata-doce, rumamos para sua casa.

Logo a porta encontramos quatro dos sete filhos. Apesar da morte prematura do pai os mais crescidos continuam a estudar.

Quanto Maria da Figueira conta-nos como conseguiu consolidar a sua família.

Mãe de 8 filhos, aos 62 anos de idade, Maria da figueira vive há mais de 35 com o seu marido que sofre de perturbações mentais há cerca de 30 anos altura em que tinha apenas dois filhos.

Mesmo com essa situação que para muitas mulheres consistiria num empecilho, tia Maria, como é tratada por muitos, não desistiu de levar avante a sua vida a dois com aquela pessoa que ela mesma considera como sendo o único e grande amor da sua vida.

Durante essa trajectória Dona Maria batalhou para que seu marido fosse amado e respeitado pelos filhos que nunca se envergonharam pelo pai que tem segundo contou a interlocutora à reportagem da “Voz da América”.

Ouça na íntegra a reportagem da Esperança Gaspar premindo a tecla acima do texto.

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