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EUA avisam: China prepara-se para guerra na internet


A China tem testado as suas capacidades em caso de necessidade para conduzir ataques através de internet - Foto de arquivo

A China tem testado as suas capacidades em caso de necessidade para conduzir ataques através de internet - Foto de arquivo

Foi confirmado o acesso dos chineses as redes de informações do governo e os sectores alvos de possiveis ataques em caso de conflito

O Congresso americano publica hoje um relatório sobre os ataques militares chineses contra os Estados Unidos através da internet.

O documento a que jornal The Washington Post faz referência, diz contudo não haver provas de que a China pode lançar um ataque destrutivo contra alvos e interesses americanos.

Segundo e edição on-line do The Washington Post, durante uma década ou mais, os responsáveis militares chineses têm falado acerca da condução de uma guerra na internet, mas nos últimos anos conseguiram avanços através de experimentações.

O jornal americano adianta que o Exército da Libertação do Povo da China, poderá provavelmente atacar meios de transportes e redes logísticas em caso de um conflito real, tentando deste modo diminuir as capacidades dos Estados Unidos em levar a cabo uma luta séria.

O relatório é preparado pela companhia americana especializada em defesa, Northrop Grumman a pedido da Comissão Económica e de Segurança Estados Unidos – China.

De acordo ainda com as revelações do The Washington Post, que cita a comissão criada pelo Congresso americano, o exército chinês conduziu um exercício em Outubro envolvendo “operações conjuntas de informação e defesa” e um outro em 2010 simulando ataques contra os sistemas de controlo e comandos de comunicações.

Esses exercícios adianta o jornal combinam com as provas de que a China está preparando as suas forças para integrarem uma guerra cibernética e electrónica ao mesmo tempo que financia pesquisas em duas áreas que mostram “ um avanço suficiente das capacidades chinesas em operações de ataques através da rede de computadores susceptíveis de criar autênticos riscos as operações militares americanas na eventualidade de um conflito.”

Apesar do relatório não fornecer provas de que a China pode lançar ataques destrutivos contra alvos americanos, ele serve desde já como um outro sinal de alerta para os políticos e ao público americanos de que os Estados Unidos têm adversários que se prepararam nesse sentido, ou até mesmo prontos para o efeito, através da internet. O relatório é publicado numa altura em que o Congresso americano está em vias de analisar a maior legislação em matéria de segurança cibernética.

Dennis Shea presidente da comissão do Congresso disse ao The Washington Post que os Estados Unidos continuam a sofrer de contínuas operações através da internet sancionadas ou toleradas pelo governo chinês. A segurança nacional e económica da nossa nação, está a ser ameaçada, isso enquanto o governo chinês financia pesquisas para melhorar as suas já avançadas capacidades e essas ameaças vão continuar a aumentar, conclui Dennis Shea.

Os exercícios são uma indicação de que os chineses “começaram a pôr em prática a capacidade que alguns altos responsáveis americanos descrevem como que lhes deixa com as calças nas mãos – disse James Lewis um especialista em políticas de internet no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

O relatório foi realizado nos Estados Unidos baseando-se em dados largamente publicados.

Os responsáveis americanos tinham afirmado que os chineses penetraram na rede eléctrica do país e que tinham obtido o acesso as redes de informação do governo e de empresas nacionais.

A partir de um tal acesso o “Exercito da Libertação do Povo poderá atingir uma combinação de redes” no Comando militar do Pacífico, incluindo as que asseguram as logísticas e potencialmente os transportes, realça o relatório.

O documento indica que os Estados Unidos não dispõem de uma política com respostas apropriadas a um ataque cibernético em larga escala contra as redes de comunicações militares e civis, e mesmo na eventualidade de um ataque a identidade do atacante não poderá ser conclusivamente determinada.

“Pequim está a corrente disso, e deverá tirar vantagens dessa lacuna da política americana e das tramitações legais na ausência directivas dos decisores políticos” reitera o relatório.

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