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Jovens mobilizam redes sociais contra guerilheiro do Uganda

  • Gabe Joselow

Poster da campanha do grupo "Crianças Invisíveis" contra o guerrilheiro ugandês Joseph Kony

Poster da campanha do grupo "Crianças Invisíveis" contra o guerrilheiro ugandês Joseph Kony

Campanha contra Joseph Kony e o seu recrutamento de crianças-soldados lançada no Facebook e Twitter

Uma campanha para derrotar um dos grupos rebeldes mais violentos da região central de África multiplicou-se, na Internet como um vírus. Os utilizadores do Twitter inundaram o site com apelos para que seja controlado o Exercito de Libertação do Senhor e o seu líder Joseph Kony.

Mensagens “#Parem Kony 2012” a “#Tornem Kony Famoso, encheram o Twitter durante a maior parte da manhã desta quarta-feira, sendo um dos principais tópicos a nível mundial.

O grupo baseado nos Estados Unidos “Crianças Invisíveis”, que se centra exclusivamente em por fim ao Exercito de Resistência do Senhor, LRA, iniciou uma campanha para chamar a atenção a um filme dedicado ao tema, intitulado “Kony 2012”.

A campanha também está presente no Facebook, um dos muitos instrumentos usado pelo grupo "Crianças Invisíveis" para mobilizar o mundo contra Kony e a sua práctica de recrutar à força e drogar crianças para a guerrilha.

Clique aqui para se associar ao movimento "Crianças Invisíveis"...

Ou clique aqui, se tem perfil no Facebook, para aceder à página "Crianças Invisíveis".

O Exercito da Resistência do Senhor, ou LRA, teve início no norte do Uganda, nos finais da década dos anos oitenta, como uma revolta contra as forças armadas. Sob a liderança de Joseph Kony, o grupo evoluiu para um culto militante que tem recrutado pela força milhares de crianças para as suas fileira, mutilado ou assassinado dezenas de milhares de pessoas na região central de África e deslocado muitas outras.

O assunto, pouco habitual para uma cultura Pop, ganhou energia com a ajuda de algumas celebridades, como as cantoras americanas Taylor Swift e Rihanna, que apoiaram a campanha “As Crianças Invisíveis”.

Para se ter uma ideia do impacto no Twitter daquelas celebridades basta referir que a Rihanna tem mais de 14 milhões de seguidores, o que a torna mais popular do que o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que tem menos de 13 milhões de seguidores.

O professor da Escola de Economia de Londres, Tim Allen, estudou o LRA durante vários anos. Considera-se como sendo um pouco antiquado no que diz respeito ao Twitter, mas manifesta-se impressionado pela resposta da campanha.

“É fantástico como As Crianças Invisíveis têm sido capaz de cativar a população mais jovem como potenciais activistas, pessoas que talvez não saibam muito do que se passa na África Central”.

Tal como outros tópicos no Twitter, que limita as mensagens a um máximo de140 caracteres, a campanha anti Kony tende a simplificar o tema.

Allen sustenta ser importante considerar o Exercito da Resistência do Senhor dentro do contexto político mais amplo da região.

“Ainda mesmo que Kony fosse capturado amanhã, os problemas não iriam desaparecer. Existe um falhanço crónico de governação em áreas da África Central. Trata-se de uma área do mundo onde centenas de milhares, senão mesmo milhões de pessoas foram mortas desde os finais dos anos 90, e o Exercito da Resistência do Senhor e Joseph Kony são responsáveis por muitas, muitas dessas mortes”.

Os Estados Unidos enviaram, o ano passado, uma centena de tropas especiais para a região para cooperarem com forças locais, e acabar – de uma vez por todas – com o LRA.

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