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Divulgados novos critérios para o combate ao HIV/SIDA

  • Joe DeCapua

Associação Internacional de Médicos nos Cuidados da SIDA, explica como aproveitar melhor os tratamentos existentes

Foram divulgadas novas orientações para ajudar as pessoas infectadas, a continuarem o tratamento. As recomendações foram divulgadas numa publicação da especialidade.

As trinta e sete recomendações foram compiladas por um painel de especialistas da Associação Internacional de Médicos nos Cuidados da SIDA.

O doutor Jean Nachega é um cientista da Escola de Saúde Publica da Johns Hopkins e professor de Medicina da Universidade sul-africana de Stellenbosch.

“Estas recomendações são de há muito necessárias. Chegámos à conclusão que após 30 anos de HIV/SIDA ainda existem doentes na situação de tomarem a medicamentação conforme previsto, que adoecem, são hospitalizados e morrem.”

Segundo as recomendações destinam-se a ajudar tanto o doente como o agente que fornece os cuidados de saúde. Ao não tomarem, como prescrito, as drogas anti-retrovirais permitem que o HIV retorne ainda mais virulento.

“As consequências são que o vírus continua a multiplicar-se, levando à resistência contra o medicamento. Acabamos com um medicamento que já não funciona”.

Os novos anti-retrovirais tornaram o HIV/SIDA, em muitos países desenvolvidos, uma doença crónica. Apesar disso, os Centros de Controle de Doenças consideram que até mesmo nos Estados Unidos muitas pessoas não tiram vantagem do tratamento.

Apenas 69 por cento das pessoas HIV positivas são tratadas e apenas 59 por cento continuam o tratamento. Mais, apenas 28 por cento dos Americanos que vivem com o HIV recebem tratamento necessário para terem índices virais não detectáveis no sangue.

Os estudos recentes demonstram que o tratamento funciona igualmente como prevenção.

As recomendações incluem programas para ajudar a assegurar que os indivíduos diagnosticados com HIV entrem em programas de tratamento. Exige um controle sistemático dos doentes sobre se cumprem o tratamento. A educação e o aconselhamento são recomendados para que os pacientes conheçam a importância da manutenção regular das dosagens.

As recomendações apelam ao controle, ao tratamento da depressão e outras doenças mentais, bem como ao apoio terapêutico pediátrico e orientado dos adolescentes.

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