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Rebeldes capturam cidade na Costa do Marfim

  • Paulo Faria

Rebeldes capturam cidade na Costa do Marfim

Rebeldes capturam cidade na Costa do Marfim

Rebeldes que combatem o presidente derrotado da Costa do Marfim anunciaram ter capturado outra cidade chave numa das principais estradas para a Libéria. A luta acontece quando chefes de Estado da União Africana tentam arranjar um encontro frente a frente entre Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara.

7 MAR 2011 - Rebeldes que combatem o presidente derrotado da Costa do Marfim anunciaram ter capturado outra cidade chave numa das principais estradas para a Libéria. A luta acontece quando chefes de Estado da União Africana tentam arranjar um encontro frente a frente entre Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara.

Os rebeldes afirmaram ter capturado a cidade de Toulepleu, que se situa a menos de 10 quilómetros da fronteira liberiana. Tropas de Gbagbo disseram terem respondido com armas pesadas numa campanha para parar os rebeldes de se movimentarem mais para sul através do que foi anteriormente uma zona tampão entre as forças.

A quebra de um cessar-fogo de seis anos segue-se ao aumento da violência em Abidjan, onde militantes de Gbabgo montaram postos de controlo para bloquear os movimentos do “capacetes azuis” da ONU. Apoiantes de Gbagbo dizem que os “capacetes azuis” estão a ajudar os rebeldes que apoiam o vencedor certificado pelas Nações Unidas das eleições presidenciais de Novembro, o antigo primeiro-ministro Alassane Ouattara.

A missão das Nações Unidas na Costa do Marfim afirma estar a proteger a livre movimentação de civis e advertiu que os militantes de Gbagbo que atacarem “capacetes azuis” serão culpados de crimes de guerra.

Chefes de estado da União Africana convidaram Gbagbo e Ouattara para conversações quinta-feira na Etiópia. Ouattara já disse que vai e Gbagbo ainda não respondeu.

Os presidentes do Burkina Fasso, Chade, Mauritânia, África do Sul e Tanzânia tem até final de Março para tentarem resolver o impasse.

O Grupo Crise Internacional, com sede em Bruxelas, diz que a União Africana precisa de tomar uma posição mais dura contra Gbagbo, cuja reivindicação da presidência é baseada num conselho constitucional de seus aliados que anulou como fraudulenta quase 10 por cento dos votos depositados.

Sanções regionais e internacionais contra o governo de Gbagbo estão a corroer a economia da Costa do Marfim. Existe uma escassez de gás de cozinha e não há exportações de cacau, de que o país é o maior produtor mundial.

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