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Guiné-Bissau: África do Sul e União Europeia financiam as eleições


Embaixador Joaquín González-Ducay, da União Europeia, e o coordenador do PNUD, Gana Fofang (ambos à esquerda) assinam acordo de transferência de verbas para as eleições. Assistem (à direita) os embaixadores da Espanha, França e Portugal

Embaixador Joaquín González-Ducay, da União Europeia, e o coordenador do PNUD, Gana Fofang (ambos à esquerda) assinam acordo de transferência de verbas para as eleições. Assistem (à direita) os embaixadores da Espanha, França e Portugal

Pretória e Bruxelas entregam dois milhões de euros para ajudar à realização das eleições antecipadas de 18 de Março

A África do Sul anunciou o desembolso de 1 milhão de euros (cerca de 1,3 milhões de dólares americanos) para as eleições presidenciais antecipadas do próximo dia 18 de Março – revelou o chefe da Delegação sul-africana para a Guiné-Bissau, Mdu Lembede, depois do encontro com o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Desejado Lima da Costa.

Segundo o responsável sul-africano, a sua presença na Guiné-Bissau visa obter garantias das autoridades de que o escrutínio se vai desenrolar sem quaisquer sobressaltos que possam por em causa o processo.

Também, segunda-feira, na sede da Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau, decorreu a cerimónia de transferência da contribuição da União Europeia para o fundo gerido pelo PNUD em apoio às eleições presidenciais antecipadas, no montante de 1 milhão de euros (1,3 milhões e dólares americanos).

A acta de transferência foi assinada, pelo chefe da Delegação, embaixador Joaquín González-Ducay, e pelo coordenador residente do PNUD e adjunto do representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Gana Fofang. A cerimónia contou com a presença dos embaixadores da Espanha, França e Portugal.

O embaixador Joaquín González-Ducay, reiterou, na altura, que "o apelo às instituições, aos partidos políticos e aos cidadãos da Guiné-Bissau, como responsáveis colectivos pelo respeito das regras democráticas, para que as eleições presidenciais decorram num clima de paz, de transparência e de liberdade, e para que as instituições de soberania exerçam efectivamente as suas respectivas competências ".

Este anúncio aconteceu no dia em que um dos candidatos a estas eleições renunciou à sua corrida aà presidenciais. Trata-se de Ibraima Jalo, do Partido Congresso Nacional Africano, que recentemente liderou a manifestaçao que culminou com agressões entre pol+icias e militares.

Ibraima Jalo denuncia que o escrutínio de 18 de Marco será dos mais fraudulentos na história eleitoral da Guiné-Bissau, responsabilizando a máquina do candidato do PAIGC, Carlos Gomes Junior.

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