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Moçambique: Emigração ilegal preocupa governo

  • William Mapote

Barco tanzaniano transportando emigrantes ilegais.

Barco tanzaniano transportando emigrantes ilegais.

Em Moçambique, o Procurador-geral da República manifestou a sua preocupação com o afluxo de emigrantes ilegais nos últimos meses.

Em Moçambique, o Procurador-geral da República manifestou a sua preocupação com o afluxo de emigrantes ilegais nos últimos meses, um fenómeno que atingiu níveis sem precedentes na história do país.
Segundo Augusto Paulino, a situação de emigração ilegal em Moçambique já ultrapassou os níveis de simples tratamento migratório e exigem uma coordenação multidimensional porque já envolve redes de crime organizado que integram traficantes de seres humanos e falsificadores de documentos.
“Esta matéria comporta tratamento administrativo, enquanto emigração ilegal em si, comporta igualmente tratamento penal, no que tange a corrupção, falsificação de documentos, bem como, fenómenos relativos a criminalidade organizada entre tráfico de pessoas e pirataria”, disse Paulino.
Afirmou ainda, sem avançar números, haver muitos casos de mortes entre os emigrantes que entram no país, facto que eleva a preocupação do governo, que, como subscritor das convenções internacionais dos direitos humanos, quer salvaguardar a dignidade humana no tratamento do caso dos emigrantes ilegais.
“Alguns destes emigrantes ilegais morrem no canal de Moçambique, outros vítimas de animais ferozes e outros ainda são transportados em situações deploráveis, em contentores ou camiões cisterna o que resulta em mortes por asfixia”, referiu.
Augusto Paulino quer uma intervenção multidisciplinar de todas as autoridades do Estado. Para a sociedade no geral pede colaboração e calma para evitar animosidades populares.
“Não queremos actuações emotivas ou imprudentes, que no lugar de resolver podem causar descrédito da autoridade do Estado moçambicano”, sublinhou Paulino.
Desde o início de 2011 foram detidos mais de dois mil emigrantes ilegais, alguns dos quais, continuam em solo moçambicano à espera da criação das condições logísticas para o seu repatriamento.

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