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Senegal: Segunda-volta das presidenciais a 25 de Março


Para assegurar a votação antecipada do pessoal militar e de segurança, a Comissão eleitoral senegalesa retardou a segunda volta das eleições para o dia 25

Para assegurar a votação antecipada do pessoal militar e de segurança, a Comissão eleitoral senegalesa retardou a segunda volta das eleições para o dia 25

Comissão eleitoral confirma as já autoproclamadas vantagens de Abdoulaye Wade e de Macky Sall e marca o dia para a disputa final

No Senegal a segunda volta das eleições presidenciais acabou de ser marcada para o próximo dia 25 deste mês, contrariamente as previsões iniciais que apontavam para o dia 18 de Março.

A correspondente da VOA em Dacar, Nick Loomis reporta que depois deste anúncio ontem a noite, o adversário do presidente Abdoulaye Wade prometeu para hoje dar a conhecer a sua estratégia para a segunda volta.

Foram três dias de expectativas em torno dos resultados preliminares das eleições do passado Domingo. A Comissão senegalesa de Recenseamento Nacional acabou finalmente por anunciar os resultados provisórios na noite de ontem.

O presidente Abdoulaye Wade que teve pela frente 13 outros candidatos não obteve o necessário 50 por cento de votos para garantir a sua reeleição.

O presidente Wade obteve 942546 votos ou seja o equivalente a 34,82 por cento dos votos expressos. Macky Sall foi o segundo mais votado com 26,57 por cento dos votos.

Numa antecipação ao anúncio desses resultados, Macky Sall que era até então dado como o mais certo e aparente adversário de Wade, organizou uma conferência de imprensa onde para além de dar a conhecer a sua agenda aproveitou para agradecer os eleitores.

O candidato Macky Sall prometeu no caso de vir a ser eleito, que logo no primeiro dia do seu mandato, tomará medidas para reduzir os preços dos bens de consumo.

Muitos dos senegaleses têm-se queixado do alto custo de vida durante os 12 anos de mandato do presidente Abdoulaye Wade. O seu opositor acusa-o de ter esbanjado fundos públicos em acordos corruptos e lesivos e em projectos megalómanos.

Macky Sall foi o primeiro-ministro que mais tempo conseguiu sobreviver durante a presidência de Wade e foi também um alto membro do partido presidencial – o partido democrático do Senegal. Na defesa do seu projecto político, Sall rejeitou as acusações segundo as quais irá governar com base no estilo do seu antecessor, no caso de vir a ser eleito.

Macky Sall disse aos seus apoiantes que o mais importante é ter um líder democrata que respeita a constituição, e que haja um equilíbrio de poder em que o presidente não faça tudo quanto queira.

O presidente WAde está a concorrer para um terceiro mandato apesar da constituição limitar em dois, os mandatos presidenciais. A sua candidatura foi aprovada pelo Conselho Constitucional que é composto de juízes por ele nomeados. O seu adversário prevê reforçar o número de juízes desse órgão de 5 para 7 dos quais apenas 3 seriam nomeados pelo presidente.

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