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ONU pronta a ajudar Angola nas eleições

  • Faustino Diogo

Ban Ki-moon recebido em Luanda pelo Ministro das Relações Exteriores, George Chicoty

Ban Ki-moon recebido em Luanda pelo Ministro das Relações Exteriores, George Chicoty

Ban Ki-moon quer helicópteros angolanos em missões de paz da ONU

As Nações Unidos estão disponíveis a apoiar Angola na realização das próximas eleições previstas para este ano, disse o o Secretário-geral da organização Ban Ki-moon.

Ban falava no final da visita de dois dias que realizou ao país.

O dirigente da ONU disse que o apoio da ONU, caso Angola o queira, será de caracter técnico.

"Penso que Angola está em condições de realizar eleições presidenciais em 2012," disse Ban.

As Nações Unidas estão prontas para providenciar apoio técnico a Angola uma vez que seja necessário. Porque temos peritos nesta matéria que já o fizeram em vários países portanto estamos abertos e dispostos a fornecer ou providenciar qualquer tipo de assistência técnica uma vez que seja necessário para este país,” acrescentou.

Durante a sua estadia em Luanda Ban Ki-moon avistou-se com o ministro dos neg´coios estrangeiros Jorge Chikoti e ainda com o presidente da Assembleia Nacional Paulo Kassomba.

Ainda relativamente as próximas eleições angolanas, o secretário-geral da ONU, referindo-se a Angola como uma "potência emergente", destacou ainda o encontro que teve com representantes da sociedade civil, a quem reconheceu o "valioso contributo" que prestam para o "progresso e desenvolvimento" do país.

"Estes grupos são muito importantes, até porque Angola se prepara para ter eleições este ano", sublinhou.

Ban Ki-moon destacou também a necessidade de o país garantir uma melhor distribuição da riqueza.

"Temos de dar ao povo deste país a esperança que eles merecem. Angola tem um grande potencial, mas tem também um grande fosso entre ricos e pobres. O governo deve fazer mais, intensificar as políticas sociais, promovendo um distribuição melhor e mais equitativa da riqueza produzida", defendeu.

Para Ban Ki-moon, que tinha ao seu lado na conferência de imprensa o chefe da diplomacia angolana, George Chicoti, uma distribuição "melhor e mais equitativa da riqueza produzida" representa "estabilidade, prosperidade e justiça".

"É tempo de eliminar esse fosso, para que o país seja um só. Uma Angola mais forte e democrática pode ser um grande líder nesta região do mundo", acrescentou.

No plano da colaboração entre Angola e o sistema das Nações Unidas, Ban Ki-moon acentuou a qualidade e disciplina das Forças Armadas Angolanas, bem como do equipamento de que dispõem, e apelou às autoridades angolanas para que colaborem com as missões de manutenção de paz na região, nomeadamente através do fornecimento de helicópteros.




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