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UNICEF: Centenas de milhares de crianças sem cuidados básicos


Uma criança siria apelando a UNICEF a protecção para as crianças na Síria

Uma criança siria apelando a UNICEF a protecção para as crianças na Síria

Fundo de Infância da ONU alerta para a precariedade de milhares de crianças no relatório sobre a situação das crianças no mundo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância alertou para o facto de centenas de milhões de crianças residentes nas zonas urbanas e nas cidades estarem excluídas dos serviços vitais, tais como a saúde, educação, água potável e salubridade.

No relatório mundial deste ano sobre as crianças, a UNICEF descreve que acentuam as dificuldades para as crianças nos bairros pobres das cidades onde muito pouco do que possuem as classes abastadas é oferecido as crianças em necessidade. Lisa Schlein da VOA enviou de Genebra a reportagem.

As cidades são locais fantásticos para aqueles que têm recursos irem ao médico, terem o acesso a educação e tirar vantagens de inúmeras actividades recreativas. Mas elas não são o melhor dos sítios para as crianças pobres forçadas a viver nos bairros de lata ou em caravanas.

A UNICEF indica que essas crianças pobres fazem parte dos mais desfavorecidos e vulneráveis no mundo, e vivem no meio da violência e de exploração. Essas crianças adianta ainda a UNICEF estão privadas dos mais básicos serviços sociais, e são negadas as oportunidades de sucesso.

O “Relatório Estado das Criança do Mundo” considera esses bairros de lata de superpovoados e insalubres onde as doenças tal como a pneumonia e a diarreia as duas principais causas da mortalidade infantil no mundo, se alastram facilmente.

O Relatório sublinha que um entre três habitantes das cidades vive num bairro de lata, e essa percentagem sobre para seis entre dez quando se fala em África. O novo relatório da UNICEF adianta que muitas crianças dos bairros pobres vivem perto dos centros de serviços básicos, tais como escolas e hospitais, mas o problema da sua alienação tem a ver com a descriminação em relação aos pobres.

Marixie Marcado, porta-voz da UNICEF diz que as vezes os problemas dessas crianças começam logo a nascença.

“Um terço das crianças das áreas urbanas, não é registada ao nascimento. Essa proporção atinge quase a metade em África, e as tornas mais vulneráveis a exploração ao longo da vida.”

A Unicef alerta para o agravamento desta situação a menos que os governos coloquem as crianças no centro das prioridades das políticas urbanas e melhorem os serviços para todos. Actualmente mais de metade da população mundial, incluindo mais de mil milhões de crianças vivem nos loteamentos urbanos. As Nações Unidas estimam que até 2050, 70 por cento da população mundial viverá nas cidades, sem garantias de melhorias das condições actuais.

“No Quénia, por exemplo, um estudo realizado em 2009 mostrou que as proporções entre as crianças nos bairros pobres de Nairobi eram três vezes mais elevadas em relação as áreas urbanas em geral. No Bangladesh a taxa de mortalidade entre crianças dos bairros de lata era geralmente superior em relação as áreas rurais e urbanas.”

Mas o relatório cita outros casos de estudos em que algumas cidades implementaram projectos de beneficência a favor dos pobres. O México tem em curso, um desses projectos que dá dinheiro as famílias mais pobres para pagar os cuidados de saúde e a educação das crianças. Esse programa está a ser desenvolvido tanto nas zonas rurais como urbanas e vários outros países do mundo já o adoptaram.

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