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Banco Mundial apela à liberalização do mercado chinês


Para o Banco Mundial a China deve liberalizar o mercado. Robert Zoellick procura tenta esclarecer as perspectivas do relatório do Banco Mundial: China 2030 (Foto arquivo)

Para o Banco Mundial a China deve liberalizar o mercado. Robert Zoellick procura tenta esclarecer as perspectivas do relatório do Banco Mundial: China 2030 (Foto arquivo)

Presidente do Banco Mundial esclarece as perspectivas críticas da economia chinesa plasmadas no relatório "China 2030" da sua instituição

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoelick deu hoje uma conferência de imprensa na China em que explicou as perspectivas de um relatório desta instituição financeira mundial que apela a reformas estruturais por parte do governo chinês.

A correspondente da VOA Stephanie Ho na sua reportagem enviada de Pequim indica que o evento foi marcado por um inesperado protesto que chamou a atenção para a agravante desigualdade social apesar do substancial crescimento económico chinês.

Robert Zoellick acabava apenas por se sentar para a conferência de imprensa quando o universitário chinês Du Jianguo entrou de repente na sala para empunhar cartazes com slogans e distribuir cópias de panfletos e de desdobráveis num protesto inesperado pela organização do evento.

Antes de ter sido arrastado para o exterior da sala, o manifestante disse que o Banco Mundial está a envenenar a China e que as suas políticas estão a exacerbar a já existente desigualdade social decorrente do crescimento económico. Du Jianguo assumiu-se como um académico independente. Alguns dos seus comentários feitos em inglês soaram como o eco do movimento Occupy Wall Street – ou seja, os indignados da Wall Street.

O presidente do Banco Mundial que se assume como um habituado aos protestos anti-Banco Mundial, mostrava-se no entanto inalterado com o protesto.

“Como vêem, esse relatório provocou um interessante debate na China.”

Robert Zoellick diz que o novo relatório – China 2030 – apela os líderes chineses a questionarem o que descrevem de “questões duras” acerca da adaptação da economia do país à crise financeira mundial e à baixa das exportações por causa da diminuição da procura internacional.

“A China tem tido muito sucesso nos últimos 30 anos com um modelo estrutural para o desenvolvimento. Esse modelo tem-se baseado na exportação e no crescimento de investimentos. O décimo segundo plano de 5 anos reconhece a necessidade de mudança que deve concentrar-se na procura e no consumo internos.”

O relatório adianta que o vigoroso crescimento económico da China é insustentável, a menos que o país proceda grandes reformas de liberalização do mercado.

Arvind Subramanian do Instituto de Comércio Internacional aqui em Washington rejeita os argumentos aduzidos pelos manifestantes de hoje em Pequim de que o Banco Mundial é responsável pelo agravamento da desigualdade social na China, mas reconhece que esse descontentamento, está relacionado com questões como a corrupção.

“Não hã dúvidas de que nesse país, o aumento da desigualdade é maior – e é um dos maiores desequilíbrios.”

O especialista do Instituto de Comércio Internacional de Washington, sublinha que a solução adequada desses problemas vai exigir mais do que medidas económicas restritivas.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick além de Pequim esteve também de visita a província chinesa de Guangdong e à Mongólia, e considera esta sua passagem por Pequim como a sua última digressão a China, já que prevê abandonar a presidência da maior instituição financeira do mundo ainda em Junho deste ano.

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