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Líbia: Há relatos de confrontos a 50 quilómetros de Tripoli


Líbia: Há relatos de confrontos a 50 quilómetros de Tripoli

Líbia: Há relatos de confrontos a 50 quilómetros de Tripoli

Comunidade internacional poderá intervir se a repessão governamental persistir e provocar êxodo massivo de refugiados para Europa

A União Europeia está a examinar as possibilidades de uma intervenção militar de carácter humanitário na Líbia.

Consultas estão em curso e a margem da reunião dos ministros da defesa da União Europeia da decorrer hoje e amanhã em Budapeste.

Entretanto o líder líbio fez hoje uma alocução telefónica ao país, na tentativa de acalmar os seus opositores que segundo ele estão a ser manipulados pela al-Qaida.

Um alto funcionário da União Europeia, citado pelo jornal francês Le Monde, disse que de momento uma operação militar na Líbia necessitaria do mandato das Nações Unidas.

O ministro francês da defesa Alain Jupé disse por seu lado que uma intervenção estrangeira na Líbia não era de actualidade.

Mas uma fonte da União Europeia disse que o gabinete da Representante de Politica Externa dos 27, Catherine Ashton começou a estudar a questão e que vai haver consultas entre os Estados membros.

A força de intervenção europeia terá como primeiro dos objectivos dessa possível missão, a evacuação de cerca de seis mil cidadãos europeus que ainda se encontram no solo líbio.

Seja como for, tanto na Europa como nos Estados Unidos, há uma prudência extrema em reagir a situação, enquanto milhares de cidadãos desses países estiverem ainda presentes na Líbia.

Por exemplo, o presidente americano Barack Obama que condenou a acção do governo líbio qualificando-a de inaceitável e de um escandaloso banho de sangue, precisou ontem que a sua “primeira prioridade” era de assegurar a segurança dos 650 americanos e do pessoal diplomático presentemente naquele país.

Antes da passagem ao acto, os Estados Unidos e a Europa prevêem uma larga consulta internacional. A Secretária do Estado americana Hillary Clinton deverá participar numa reunião do Conselho dos direitos Humanos das Nações Unidas sobre a Líbia a ter lugar na próxima Segunda-feira em Genebra.

Enquanto isso, o Secretário-geral da NATO disse que a Aliança Atlântica não tem planos para intervir na Líbia.

Falando na Ucrânia, Anders Fogh Rasmussen disse não ter recebido nenhuma solicitação nesse sentido, e adiantou ainda que a NATO só agirá no âmbito do mandato das Nações Unidas.

No terreno o regime do Coronel Kadhafi parece estar agir sem dó contra os seus opositores. Kadhafi que falou novamente hoje ao país e por via telefónica, acusou os manifestantes de estarem ao soldo da al-Qaida. Ele acusa os seus opositores de serem manipulados por Bin Laden.

Durante o dia foram registados confrontos entre combatentes leais a Kadhafi e forças anti-governamentais.

Testemunhas disseram que os embates tiveram lugar na cidade de Misrata, a cerca de 200 quilómetros a leste da capital Tripoli, onde forças anti-governamentais anunciaram na véspera terem assumido o controlo da terceira maior cidade do país.

Outros confrontos foram registados na cidade de Zawiya. Uma testemunha disse a um jornalista da Associated Press que forças leais à Kadhafi bombardearam uma mesquita onde estavam refugiados os manifestantes.

Entretanto o filho do líder líbio, Seif al-Islam queixou-se do número anunciado de mortos em consequência da repressão governamental, tendo afirmado existir exageros da imprensa.

O ministro italiano dos negócios estrangeiros, Franco Frattini disse que as estimativas apontam para cerca de mil, o número de mortos em resultado da violência por toda a Líbia.

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