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Somália discutida em conferência em Londres


Somália discutida em conferência em Londres

Somália discutida em conferência em Londres

Chefes de estado e representantes de mais de 50 países estão reunidos em Londres para discutir a segurança e o futuro da Somália.

Chefes de estado e representantes de mais de 50 países estão reunidos em Londres para discutir a segurança e o futuro da Somália.
O mundo tem ignorado a Somália há muito tempo, disse primeiro-ministro britânico David Cameron, no discurso de abertura, porque os seus problemas eram vistos como muito difíceis e muito distantes:
“O fatalismo tem prejudicado a Somália e também a comunidade internacional. Por isso temos uma oportunidade sem precedentes para mudar isso e creio que chegou agora o momento real”, disse Cameron.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou ser necessário mais dinheiro para alastrar a segurança para além da capital do país, Mogadíscio, que se encontra sob o controlo do governo federal de transição somali, apoiado por tropas da União Africana:
“Precisamos de um ressurgimento em Mogadíscio para mostrar o que e possível fazer no sul e centro da Somália. Precisamos de reconsiderar os ganhos militares, fornecer serviços sociais básicos e contribuir para a reconstrução. Dezasseis agências das Nações Unidas e nossos parceiros estão a trabalhar arduamente para se fazerem progressos. Mas não têm fundos suficientes….precisamos de doadores para ajudar a evitar outra situação de fome e oferecer nova esperança à Somália.”
Tanto delegados somalis como internacionais na conferência falaram dos perigos de ignorar os problemas do país. Conter o terrorismo e a pirataria estão no topo da agenda de muitos países ocidentais.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a recente aliança da al-Shabab com a al-Qaida coloca um perigo para todo o mundo:
“Uma das razões de que eles aparentemente concordaram em jutar-se à al-Qaida e porque pensam que irão obter mais fundos de fontes que infelizmente ainda continuam a financiar a al-Qaida. Devemos aproveitar esta oportunidade para aumentar o desenvolvimento, particularmente em áreas recentemente libertadas da al-Shabab. Os somalis precisam de ver melhorias concretas nas suas vidas.”
O presidente do governo de transição somali, Sheik Sharif Sheik Ahmed, afirmou que a paz e a prioridade após mais de duas décadas de guerra, desde o derrube do presidente Mohammed Siad Barre em 1991.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou quarta-feira o envio de mais 5700 soldados da União Africana, levantando esperanças de que mais território possa ser conquistado aos militantes da al-Shabab.

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