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Empresa agrícola brasileira quer terrenos em África

  • Paulo Oliveira

Empresa agrícola brasileira quer terrenos em África

Empresa agrícola brasileira quer terrenos em África

Agriterra possui unidades de criação de gado e plantações de milho, em Moçambique

Uma instituição agrícola brasileira decidiu inverter os interesses estrangeiros em adquirir terrenos no Brasil procurando herdades – provavelmente em África – numa expandir o seu empório numa área maior do que o Brunei.

A SLC Agrícola, sediada no estado sulista de Rio Grande do Sul, divulgou um plano de internacionalização que prevê a aquisição, e plantio de terrenos estrangeiros até 2015- 2016.

“As atenções iniciais serão centradas em África” divulgou a empresa precisando que vai estudar em profundidade Moçambique.

O investimento no estrangeiro vai impulsionar o aumento dos terrenos em 2020- 2021 para 350 mil hectares dos quais vinte por cento serão no estrangeiro, o que pressupõe a aquisição de 140 mil hectares no estrangeiro.

A SLC detém neste momento 300 mil hectares, incluindo aras de conservação, na sua totalidade no Brasil.

A decisão contrasta com a corrida para a aquisição de terras da América do Sul por parte de muitos investidores estrangeiros, particularmente por parte da China e da Arabia Saudita países que são grandes importadores de alimentos.

Os mais recentes acordos incluem os 83 milhões de dólares por parte de uma empresa saudita de lacticínios, que detêm e opera três unidades agrícolas na Argentina.

Tanto a Argentina como o Brasil, as duas principais nações agrícolas da América do Sul, tem imposto restrições à propriedade estrangeira de terrenos, embora tais reformas tenham provocado controvérsia.

O Brasil, que há dezoito meses impôs medidas restritivas, reagindo aos planos chineses de aquisições em larga escala de terras, ainda não divulgou as regras futuras.

Todavia, a crescente expansão das unidades agrícolas Sul Americanas tem levado muitos brasileiros a juntarem-se ao caudal crescente de investidores na procura de lotes estrangeiros, defendendo e dependendo da sua especialização agrícola, bem como fundos financeiros, para obter êxito naquilo que pode vir a transformar-se num processo político para alcançar tais acordos.

Moçambique, onde a Agriterra possui unidades de criação de gado e plantações de milho, tem aparecido como acolhendo em agricultores brasileiros, tendo o ministro da Agricultura moçambicano José Pacheco tendo colocado o assunto numa visita que efectuou o ano passado àquela nação Sul-americana.

O Grupo Pinesso, baseado no principal estado agrícola do Brasil de Mato Grosso, anunciou planos para expandir as operações africanas, centradas no Sudão, para Moçambique.

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