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Coreia do Norte acelera a transição do poder

  • Paulo Oliveira

Coreia do Norte acelera a transição do poder

Coreia do Norte acelera a transição do poder

A Coreia do Sul e responsáveis dos Estados Unidos manifestam novas preocupações sobre a Coreia do Norte.

A preocupação regista-se quando existem indicações que está a ser acelerada a transição de poder no estado comunista e que Pyongyang concluiu uma nova instalação de testes de mísseis.

Fontes militares e governamentais em Seul, e em Washington, referem estar a acompanhar o que se passa na Coreia do Norte.

Acentuam a existência de possível violência, dado o historial belicista de Pyongyang no decurso dos anos anteriores ao fundador da nação, Kim Il Sun, ter preparado a transferência de poder para o filho, Kim Jong Il.

Os analistas regionais adiantam que aparente herdeiro de Kim Jong Il, Kim Jong Un, está a aparecer em actividades oficiais e a ascender rapidamente nos escalões da liderança. O seu pai, que parece ser afectado por problemas de saúde, celebrou o sexagésimo nono aniversario na passada quarta feira.

O primeiro-ministro sul coreano, presidiu à reunião anual de defesa, alertou para a possibilidade de incidentes face às dificuldades económicas e o isolamento diplomático.

O chefe do governo sul coreano apelou aos militares para estarem preparados para responder a ataques provenientes do Norte.

O comandante militar dos Estados Unidos para a região do Pacifico, o almirante Robert Willard, sublinhou que qualquer acção provocadora contra a Coreia do Sul pode ser resultado do processo de transição da liderança em Pyongyang.

“As nossas preocupações residem no facto de nos encontrarmos no período em que Kim Jong Il treina Kim Jon Un nestas manobras coercivas e que podemos estar a enfrentar, nos próximos meses, a próxima provocação.”

A Voz da América noticiou que a Coreia do Norte parece ter concluído a construção de um segundo local de lançamento, que pode vir a ser utilizado para disparar um míssil balístico intercontinental.

O almirante Willard sublinhou que os Estados Unidos estão a vigiar o local, embora não tenha qualquer informação de um lançamento a curto prazo daquela instalação.

“Trata-se para nós de uma grande preocupação. Adicionamos isto aos actos provocatórios que vimos em 2010 e às complexidades da sucessão que ocorrem na Coreia do Norte.”

A Coreia do Norte efectuou testes com armas nucleares em 2006 e 2009, e tentou – por três vezes sem sucesso – lançar mísseis de longo alcance.

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