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Assembleia Geral da ONU condena Síria

  • Paulo Faria

Sirios fugindo de Homs

Sirios fugindo de Homs

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou quinta-feira por esmagadora maioria uma resolução condenando as violações dos direitos humanos pelo governo sírio e apelando a Damasco para pôr fim à violência.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou quinta-feira por esmagadora maioria uma resolução condenando as violações dos direitos humanos pelo governo sírio e apelando a Damasco para pôr fim à violência.

A resolução aprovada pela Assembleia Geral é similar à resolução vetada no Conselho de Segurança no dia 4 de Fevereiro por dois dos seus membros permanentes – Rússia e China. Embora estes dois países tenham votado contra, não há direito de veto na Assembleia Geral e a resolução foi aprovada por uma maioria esmagadora – 137 votos a favor, 12 contra, 17 abstenções e três sem serem registados. As resoluções da Assembleia Geral não são obrigatórias para os membros da ONU.

A resolução sobre a Síria foi apresentada à Assembleia Geral pelo Egipto, em nome do grupo dos países árabes.

Osama Abdelkhalek, o numero dois da missão diplomática egípcia junto da ONU, falando através de um tradutor, expressou o que chamou de uma absoluta rejeição do uso da violência contra civis pelo governo sírio:

“Exigimos que o governo sírio preste atenção às exigências do povo árabe sírio e satisfaça essas exigências, assim como ponha termo ao banho de sangue. Acabar com o sofrimento do povo irmão sírio está à cabeça das prioridades da actual agenda dos países da Liga Árabe.”

A Síria opôs-se fortemente à resolução da Assembleia Geral. O seu embaixador, Bashar Já’afari, argumentou que os patrocinadores da resolução estavam a liderar uma agressão política e jornalística contra a Síria. E disse através de um tradutor:

“Aqui, a partir desta tribuna, pedimos que parem de interferir nos assuntos internos sírios e deixem de lançar lenha à fogueira da violência e luta sectária na Síria.”

Após a adopção da resolução, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse numa declaração escrita que a Assembleia Geral enviou uma mensagem clara ao povo da Síria. “O mundo está convosco”, disse. “Uma rápida transição para a democracia na Síria,” acrescentou, “granjeou um apoio retumbante da comunidade internacional.” A “mudança”, disse Rice, “deve começar já”.

A resolução da Assembleia Geral não faz referência ao pedido da Liga Árabe para o envio de uma força de manutenção da paz da ONU para a Síria.

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