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Timor-Leste: Campanha eleitoral termina sem violência

  • Kate Lamb

Eleições constituem importante teste de estabilidade para um país rico em petróleo, mas com elevados níveis de desemprego e pobreza.

Ruidosas e coloridas marchas eleitorais enchem as ruas da capital de Timor Leste, Díli, quando o país se encaminha para as eleições presidenciais neste sábado.

Atormentado pela violência política em 2006, as eleições constituem um importante teste de estabilidade política para um país rico em petróleo, mas sofrendo de elevados níveis de desemprego e pobreza.

Concorrem às eleições presidenciais, o actual presidente José Ramos Horta, Francisco Guterres, do partido Fretilin, e o antigo chefe militar Taur Matan Ruak.

Aparte um ataque incendiário contra um escritório eleitoral, a campanha foi geralmente pacifica. Se as eleições decorrerem sem problemas, o contingente das Nações Unidas e tropas australianas deverão deixar Timor Leste no final do ano. Mas há ainda preocupações sobre os notórios grupos de artes marciais do país.

Cerca de 20 mil de timorenses são membros de grupos de artes marciais, que se desenvolveram em anos de luta contra forças de segurança indonésias durante os 24 anos de ocupação.

Em 2006, lutas entre gangues no país resultaram na destruição de mais de seis mil casas e a deslocação de mais de 140 mil pessoas.

Após ataques isolados terem continuado este ano, o governo de Timor Leste baniu grupos de artes marciais, conhecidos pela sigla MAG, de operarem durante um ano.

Perto de 50 por centro da população de Timor Leste, estimada em um milhão e 100 mil habitantes, vive abaixo do limiar da pobreza e muitos timorenses vivem da agricultura de subsistência. Mas o país tem também grandes reservas de petróleo e gás.

Um relatório recente do Grupo Crises Internacionais descreve Timor Leste como “um país pobre com uma vasta conta bancária”.

O dinheiro constitui um teste crucial para o governo de Timor Leste na forma como irá distribuir essa riqueza para enfrentar os grandes desafios de desenvolvimento que tem pela frente.

A exploração petrolífera em Timor Leste vai gerar uma receita mensal para os cofres do estado de 125 milhões a 145 milhões de dólares, para além de ter um fundo petrolífero de 10 mil milhões de dólares.

As eleições presidenciais de 17 de Março serão as terceiras desde que o país foi oficialmente reconhecido como independente em 2002, após séculos de colonização portuguesa e 24 anos de ocupação indonésia.

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