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Sanções económicas começam a sentir-se na Costa do Marfim

  • Paulo Faria

Presidente James Victor Gbeho, da CEDEAO

Presidente James Victor Gbeho, da CEDEAO

A crise política entre governos rivais na Costa do Marfim está a começar a ter efeitos na sua economia com as sanções contra o presidente em funções Gbagbo a alimentar a crise e a causar uma diminuição de divisas.

A crise na Costa do Marfim está a começar a ter efeitos na sua economia. As sanções internacionais contra o presidente Laurent Gbagbo alimentam a crise económica e causam uma diminuição de divisas.

Os Estados Unidos, a União Europeia e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO ou ECOWAS) impuseram sanções contra o governo do presidente em funções Laurent Gbagbo, porque se recusa a entregar o poder ao vencedor reconhecido pelas Nações Unidas das eleições presidenciais, o antigo primeiro-ministro Alassane Ouattara.

Pessoas em Abidjan, a capital comercial do país, disseram estar a começar a sentir o impacto dessas sanções. Um mecânico disse que as pessoas e o Estado não têm dinheiro para mandar arranjar os seus automóveis.

Enquanto o maior produtor mundial de cacau, a Costa do Marfim foi em tempos o gigante económico da África Ocidental. Mas uma curta guerra civil, anos de divisão e a crise política que se seguiu as eleições presidenciais de Novembro trouxe cortes de energia, pilhas de lixo não recolhido e falta de medicamentos.

Com o governo de Gbago sem acesso ao banco central regional, muitas caixas multibanco em Abidjan estão sem dinheiro. Os bancos estão a limitar levantamentos e tem tido problemas em verificar cheques porque as ligações ao sistema bancário regional foram cortadas quando o governo de Gbagbo tomou o controlo a representação local do banco regional.

Isso tem restringido a quantidade de dinheiro em circulação.

Gbagbo e Ouattara responsabilizam-se mutuamente das dificuldades económicas desta crise política. Cinco chefes de estado reúnem-se esta semana para discutir a melhor forma de resolver a disputa. Líderes oeste africanos disseram que vão esperar pelos resultados dessa mediação mas reservam o direito de usar a força militar para remover Gbagbo.

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