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Comemorações no Cairo contrastam com tensão em Argel e Sana

  • Eduardo Ferro

Comemorações no Cairo contrastam com tensão em Argel e Sana

Comemorações no Cairo contrastam com tensão em Argel e Sana

Os egípcios continuam a comemorar este sábado o afastamento do presidente Hosni Mubarak na sequência de 18 dias de manifestações populares.

Os egípcios continuam a comemorar este sábado o afastamento do presidente Hosni Mubarak na sequência de 18 dias de manifestações populares.
Entretanto, num comunicado transmitido pela televisão estatal, os militares egípcios afirmam que os actuais ministros vão permanecer em funções até que seja escolhido um novo executivo.
Os militares comprometeram-se igualmente a respeitar os acordos internacionais incluindo os tratados de paz.
Enquanto isso, a multidão era hoje menos numerosa na Praça Tahrir, local onde começaram as manifestações anti-Mubarak. Grupos de soldados começaram a retirar barricadas e arame farpado que se encontravam junto aos edifícios governamentais, sendo mesmo ajudados nalguns casos por populares.
Ontem, o vice-presidente egípcio Omar Suleiman anunciou a demissão de Mubarak desencadeando uma vaga de júbilo nacional.
As ramificações da crise egípcia estão por outro lado a atingir o Iemen onde milhares de pessoas concentraram-se hoje na capital, Sana, para celebrar o afastamento do presidente egípcio Hosni Mubarak e apelar à demissão do seu próprio presidente, Ali Abdullah Saleh.
Os manifestantes começaram a desfilar em direcção à embaixada egípcia mas foram impedidos de prosseguir por homens armados. Desconhece-se para já se se tratavam de agentes da polícia ou de civis apoiantes do governo.
À semelhança de Hosni Mubarak, o presidente Saleh encontra-se no poder há mais de 3 décadas. Numa tentativa para fazer frente às crescentes manifestações o presidente iemenita prometeu já afastar-se da vida politica no final do seu actual mandato em 2013.
Entretanto na Argélia, milhares de elementos da polícia de choque tentaram hoje bloquear o centro da capital para evitar a realização de uma manifestação anti-governamental inspirada pelo levantamento egípcio.
Os manifestantes conseguiram contudo concentrar-se na praça principal de Argel entoando a palavra de ordem “Bouteflika para a rua”.
As forças policiais excediam em número os manifestantes e foram efectuadas prisões quando a polícia interveio para dispersar a multidão.
As manifestações encontram-se proibidas na Argélia desde há 19 anos no âmbito do estado de emergência em vigor no país.

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