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Índia: Campanha contra casamento de menores

  • Paulo Faria

Desmond Tutu e Mary Robinson

Desmond Tutu e Mary Robinson

Um grupo de proeminentes activistas mundiais conhecidos por “Anciãos” está na Índia para tomarem uma posição pública contra a prática internacional de casamentos forçados de menores.

Um grupo de proeminentes activistas mundiais conhecidos por “Anciãos” está na Índia para tomarem uma posição pública contra a prática internacional de casamentos forçados de menores.

O arcebispo anglicano resignatário sul-africano Desmond Tutu, chefe do grupo conhecido por “ Anciãos”, disse quinta-feira em Nova Delhi que a iniciativa do grupo denominada “Raparigas, Não Noivas” ajudará a Índia a abrir o seu verdadeiro potencial:

“A Índia é um gigante económico em potência. E sobre isso dizemos, imaginem o que será quando as mulheres e raparigas forem livres.”

Os Anciãos são um grupo independente de antigos dirigentes mundiais que procuram usar a sua influência para acabar com as causas maiores do sofrimento humano em todo o mundo.

Mary Robinson, a primeira mulher presidente da República da Irlanda, afirmou que o casamento forçado de menores atraiu as atenções do grupo devido ao elevado número de jovens adolescentes afectados a nível global.

“O assunto do casamento forçado de menores não é um assunto menor”, disse Mary Robinson, acrescentando que “100 milhões de jovens raparigas nos últimos 10 anos casaram-se habitualmente sem o seu consentimento ou mesmo o conhecimento de com quem iriam casar.”

O casamento forçado de menores é ilegal na Índia desde há décadas. No entanto, estudos indicam que cerca de um terço dessas 100 milhões de jovens raparigas que se casaram antes dos 18 anos vivem na Índia.

Uma sondagem nacional na Índia em 2006 concluiu que uma em cada cinco mulheres de idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos, casaram-se antes de completarem os 15 anos.

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