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Oposição angolana requer suspensão da nomeação de Susana Inglês

  • Venâncio Rodrigues

Suzana Inglês, a contestada presidente da Comissão Eleitoral de Angola

Suzana Inglês, a contestada presidente da Comissão Eleitoral de Angola

Documento entregue no Tribunal Supremo apresenta fundamentos jurídicos para suspender nomeação da presidente da Comissão Eleitoral

Os três líderes parlamentares dos partidos que contestam a nomeação da actual presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente entregaram ao Tribunal Supremo um pedido de suspensão do acto de nomeação.

O chefe da bancada parlamentar da UNITA, Raúl Danda, disse foram detectadas outros erros no processo de nomeação de Susana Inglês.

"Depois de termos revelado que o júri do concurso aberto pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) para prover o lugar de presidente da CNE faltou à verdade e violou a lei, foram descobertos novos erros no processo: erros no método de selecção, erros no procedimento do concurso e erros materiais na escolha da candidata", acrescentou.

Há cerca de uma semana a UNITA o PRS e a FNLA já haviam anunciado, em conferência de imprensa, que iriam recorrer da decisão de nomeação de Suzana Inglês para a presidência da CNE, pelo CSMJ, e admitiram que podiam boicotar as eleições gerais, previstas para este ano, caso o acto não fosse corrigido.

Antes disso, os mesmos partidos tinham boicotado a cerimónia de posse, no parlamento, e impedido a integração dos seus membros.

Ontem o deputado, Raul Danda, advertiu para o facto de as repercussões poderem ser sentidas, na escolha pelo CSMJ dos 184 presidentes dos órgãos locais da CNE, em todas as províncias e municípios do país.

"Se agirem rápido, temos tempo suficiente para corrigir a situação e emprestarmos ao processo a transparência e a credibilidade que ele requer. A legalidade deve ser reposta", concluiu.

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