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Guebuza confina críticas à Frelimo aos órgãos internos do partido


Armando Guebuza

Armando Guebuza

Falando no lançamento das comemorações dos 50 anos da Frelimo, Armando Guebuza, disse que ninguém pode falar publicamente em nome do partido sem mandato do Congresso, do Comité Central ou de outros órgãos do partido ao nível da base.

Falando no lançamento das comemorações dos 50 anos da Frelimo, Armando Guebuza, disse que ninguém pode falar publicamente em nome do partido sem mandato do Congresso, do Comité Central ou de outros órgãos do partido ao nível da base.

Armando Guebuza disse que “a nossa cinquentenária Frelimo tem órgãos: Congresso, Comité Central, Comités provinciais e distritais. São estes órgãos que representam o partido e falam em nome da Frelimo. Qualquer pessoa que queira falar em nome da Frelimo deve fazê-lo expressando decisões e orientações dos órgãos do partido.”

Alguns analistas consideram que o recado é para membros veteranos, como Jorge Rebelo, Marcelino dos Santos e Sérgio Vieira, que têm criticado abertamente a Frelimo na imprensa.

Os veteranos têm falado em entrevistas à comunicação social que a Frelimo se afastou do povo pelo qual lutou durante 10 anos contra o regime colonial português.

No ano passado, o secretário-geral da Frelimo, Filipe Paunde, convidou a imprensa para distanciar o partido das declarações do veterano Marcelino dos Santos que havia criticado vigorosamente o enriquecimento dos camaradas, dizendo que a riqueza ou dinheiro não fora objectivo primário da luta armada da Frelimo.

Depois da intervenção pública do presidente do partido, Armando Guebuza, os membros da Frelimo podem ter dificuldades de falar publicamente contra desvios dos seus camaradas influentes.

A situação complicar-se-á mais porque em Setembro próximo a Frelimo realiza o seu Décimo Congresso, um evento de renovação de todos os seus órgãos desde a base até ao topo e indicar candidato para à corrida presidencial de 2014.

Armando Guebuza, que está no seu segundo e último mandato, tem estado a dizer que não vai usar a maioria parlamentar do seu partido para alterar a Constituição da República no sentido de concorrer em 2014, pelo que a Frelimo vai ter que indicar um candidato.

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