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O Qatar não pediu à ONU intervenção armada na Síria


Desertores do exército Sírio

Desertores do exército Sírio

A iniciativa da Liga Árabe constitui uma forma credível e viável para o fim da violência

A Liga Árabe apelou ao Conselho de Segurança da ONU para apoiar o seu plano político para por termo à crise política na Síria, onde mais de cinco mil e quatrocentas pessoas morreram durante os últimos dez meses.

O primeiro ministro do Qatar Jabr Al-Thani, cujo país detêm a presidência rotativa da Liga Árabe, afirmou perante o Conselho de Segurança que o governo sírio não cumpriu os compromissos assumidos para por termo à violência sendo óbvio estar a prosseguir a estratégia militar para acabar com um ano de manifestações anti governo.

Grupos de direitos humanos sírios indicaram que uma centena de pessoas foram mortas num dos mais sangrentos desde que os protestos tiveram início em Março passado.

O representante do Qatar afirmou que no caso de a situação prosseguir, irá ameaçar a estabilidade da região e pode ter consequências sérias no caso do Conselho de Segurança não aprovar a proposta da Liga Árabe.

“Não estamos a pedir uma intervenção armada. Advogamos a pressão económica para levar o regime Sírio a perceber que não pode evitar acatar as exigências da população.”

A secretária de Estado americana Hillary Clinton manifestou o apoio de Washington ao pedido da Liga Árabe tendo sublinhado que os membros do Conselho de Segurança têm a possibilidade de estar ao lado do povo sírio ou tornarem-se cúmplices no prosseguimento da violência.

O secretário dos estrangeiros britânico William Hague apelou ao Conselho para adoptar a iniciativa da Liga Árabe sublinhando constituir uma forma credível e viável para o fim da violência.

“Vai permitir obviar aos principais obstáculos no sentido da reforma e dar confiança ao povo sírio. Irá dar início a um processo político que vai permitir à população síria determinar pacificamente o seu futuro”.

Um diplomata russo afirmou que o plano ocidental e a proposta árabe para resolver a escalada do conflito entre o governo sírio e os rebeldes não tem hipótese de aprovação no conselho de segurança da ONU por que Moscovo considera que o documento não proíbe uma intervenção militar estrangeira.

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