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Gbagbo e Ouattara disputam o apoio da União Africana

  • Paulo Faria

Guillaume Soro

Guillaume Soro

Representantes dos dois presidentes da Costa do Marfim, o cessante e o eleito, querem influenciar a cimeira de Adis Abeba

28 Jan 2011 - Rivais do presidente da Costa do Marfim estão a trabalhar para garantir apoio internacional durante a cimeira da União Africana, em Adis Abeba.

Uma luta pelo poder que tem vindo a desenrolar-se nas ruas de Abidjan, no interior do banco regional central e nos mercados internacionais de cacau, está agora a transferir-se para a cimeira da União Africana onde o presidente marfinense Laurent Gbagbo e o vencedor reconhecido internacionalmente das eleições de Novembro, o antigo primeiro-ministro Alassane Ouattara, esperam uma acção decisiva contra o seu rival.

O primeiro-ministro de Ouattara, Guillaume Soro, tem viajado pelo continente para angariar apoio para o governo de Ouattara que se mantém confinado num hotel em Abidjan. Na Zâmbia, Soro afirmou que os aliados da democracia podem necessitar de remover Gbagbo pela força:

“Os nossos antepassados fizeram-no quando lutavam pela independência, os nossos antecessores fizeram o mesmo lutando pelo multipartidarismo, hoje temos de lutar pela democracia.

Soro disse ser tempo dos líderes da União Africana tornarem claro a Gbagbo que ele se deve ir embora.

O governo de Gbagbo minimizou as ameaças de uma intervenção militar regional na Costa do Marfim como uma simulação e disse que os lideres oeste africanos falharão nos seus esforços de negar a Gbagbo acesso a fundo estatais mudando o governador do banco regional central.

O porta-voz do governo de Gbagbo, Ahoua Don Mello, disse que a economia regional está muito dependente da Costa do Marfim para funcionar sem ela:

Don Mello disse que banco central oeste africano e a união monetária oeste Africana no podem sobreviver sem a Costa do Marfim e que toda a gente sabe disso.

A batalha económica entre os dois governos rivais estende-se também as exportações de cacau com Ouattara a apelar para um embargo de um mês e o governo de Gbagbo a dizer que está a funcionar normalmente no país maior produtor mundial de cacau.

A União Africana juntou-se inicialmente as Nações Unidas, União Europeia e Estados Unidos na exigência para Gbagbo deixar o poder porque Ouattara era o vencedor das eleições presidenciais.

Mas a União Africana convocou uma cimeira com essa unanimidade diminuída enquanto a África do Sul, Uganda e Angola dizem agora que deve haver um acordo negociado que tome em linha de conta as preocupações de Gbagbo sobre a honestidade das eleições. Gbabgo reclama que a sua reeleição e é baseada no conselho constitucional anulando os votos de Ouattara que disse terem sido fraudulentos.

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