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Namibe: Trabalhadores da pesca há cinco anos sem salários

  • Armando Chicoca

Namibe: Trabalhadores da pesca há cinco anos sem salários

Namibe: Trabalhadores da pesca há cinco anos sem salários

Lista de devedores inclui empresa de figuras próximas do poder

25 Jan 2011 - O Governo do Namibe quer ver resolvido o problema de atraso salarial dos trabalhadores do sector privado de pesca, segundo a directora Provincial do Namibe do Ministério de Administraçãoao Publico Emprego e Segurança Social, MAPESS.

Maioritariamente sediadas no Município do Tombwa algumas destas empresas de pescas, não pagam salários há mais de cinco anos. A Pestombwa uma das principais empresas de transformação do produto do mar é o exemplo desta realidade, com um contencioso que já leva dois anos no tribunal de trabalho, segundo trabalhadores, apesar de estar constituída por personalidades próximas do partido no poder.

Cinco anos é o presumível desvio das contribuições de segurança social, segundo reclamações da comissão sindical da empresa. A Directora Provincial do Namibe do Ministério de Administração Publica e Segurança Social "MAPESS", Maria Natália de Carvalho, mandatou a inspecção do trabalho a aconselhar os gestores das referidas empresas a procederem ao pagamento dos salários em atraso dos trabalhadores, sob pena de severas punições previstas por lei.

Quanto ao presumível desvio das contribuições dos trabalhadores a segurança social, pelas entidades patronais, aquela responsável defende uma solução que em nada prejudique o trabalhador.

Ainda no Município do Tombwa, mais de seis centenas de mulheres, empenhadas na luta pela sobrevivência, percorrem diariamente doze quilómetros a pé, da cidade ao chamado Cafunfu, escalar peixe dos vulgos mulambeiros. Algumas destas mulheres desempregadas do sector privado em falência não declarada, vão fazendo algumas poupanças com que asseguram a vida no lar, com primazia para o pagamento das propinas dos filhos e outros encargos escolares dos petizes.

A directora do MAPESS disse que os inspectores do sector constataram in loco o trabalho destas mulheres. Algumas delas já em vias de ganhar espaço no mundo empresarial. Maria Natália Carvalho enalteceu o empenho desta franja da população, na luta contra a fome e miséria, prometendo apoios institucionais dentro das possibilidades e capacidades do seu sector.

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