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Nigéria pede à ONU intervenção militar na Costa do Marfim

  • Paulo Faria

Nigéria pede à ONU intervenção militar na Costa do Marfim

Nigéria pede à ONU intervenção militar na Costa do Marfim

A Nigéria, que preside actualmente a CEDEAO, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que autorize a força na Costa do Marfim para afastar Laurent Gbagbo do poder. Mas o governo marfinense disse que não se intimida por esse tipo de ameaças.

A Nigéria, que preside actualmente a CEDEAO, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que autorize a força na Costa do Marfim para afastar Laurent Gbagbo do poder. Mas o governo marfinense disse que não se intimida por esse tipo de ameaças.

Apoiantes do presidente Gbabgo dizem que as ameaças de uma força regional para remover Gbagbo do poder são parte de uma elaborada simulação para forçá-lo a deixar o poder e empossar o vencedor reconhecido internacionalmente das eleições presidenciais de Novembro, o antigo primeiro-ministro Alassane Ouattara.

O porta-voz de Gbagbo, Ahoua Don Mello, disse que os líderes regionais sabem que não têm estatuto legal para colocar uma tal força contra um governo no poder:

O porta-voz de Gbagbo disse que nenhum exército estrangeiro pode legalmente atacar a Costa do Marfim. Se líderes oeste africanos querem o uso da força ou fazer uma declaração de guerra, que é que ganham com isso? perguntou. Vão declarar guerra? Don Mello disse que isso tudo não passa de uma simulação.

Na Costa do Marfim vivem muitas pessoas de países que podem contribuir para uma força regional e líderes oeste africanos disseram estarem preocupados que os seus cidadãos possam ser atacados por militantes pró-Gbagbo. A continuada lealdade do exército a Gbagbo levanta os riscos de uma intervenção militar.

O Chefe do Estado-Maior do Exército da Costa do Marfim, general Philippe Mangou, disse a Gbabgo, num comício no domingo, que os soldados nunca o abandonarão:

Mangou disse que o exército anuncia a todos que, enquanto no terreno, os soldados não querem guerra porque têm armas destruidoras e conhecem os seus efeitos.

Embora continuando a discutir uma força de intervenção regional, lideres oeste africanos estão a movimentar-se no sentido de isolar economicamente Gbagbo.

Anunciaram no mês passado terem cortado o acesso de Gbagbo a contas marfinenses no banco central regional. Mas o governo de Gbagbo continuou a usar fundos do Estado, principalmente porque o governador do banco central, Philippe Henri Dacoury-Tabley é um aliado de Ggabo.

Quando líderes oeste africanos finalmente forçaram Tabley a resignar numa reunião de emergência no Mali no sábado, disseram que Ouattara irá nomear o substituto de Tabley.

O porta-voz de Gbagbo, Don Mello, afirmou que Gbagbo vai ignorar a medida do banco central. Don Mello acrescentou que o governo marfinense não reconhece a decisão tomada pelos chefes de estado no Mali e que o ramo do banco central em Abidjan está ainda sob seu controlo. Don Mello afirmou que o governo de Gbabgbo está preparado para resistir a quaisquer sanções económicas.

A União Europeia congelou os fundos dos principais portos de embarque de cacau da Costa do Marfim, da empresa estatal petrolífera, das suas principais fontes de energia, da sua rádio nacional e de três bancos porque os líderes europeus entendem que essas organizações estão a ajudar a financiar o que chamam de um governo ilegítimo.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos congelou as contas de Gbagbo e proibiu os cidadãos americanos de fazerem negócios com o seu governo.

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