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Quando os Estados Unidos e a China cooperam, alcançam benefícios substanciais

  • Paulo Oliveira

Quando os Estados Unidos e a China cooperam, alcançam benefícios substanciais

Quando os Estados Unidos e a China cooperam, alcançam benefícios substanciais

O presidente Barack Obama e o seu homólogo chinês Hu Jintao efectuaram conversações, na Casa Branca, sobre uma vasta gama de assuntos. Os dois dirigentes utilizaram uma conferência de imprensa conjunta para falarem das relações comerciais, temas de segurança e direitos humanos.

As conversações foram descritas como assinalando as grandes possibilidades de cooperação sobre assuntos de interesse comum, bem como sobre temas em que discordam.

O Presidente Obama afirmou ter sido demonstrado que quando os Estados Unidos e a China cooperam, podem alcançar benefícios substanciais.

O presidente Obama referiu ter indicado ao presidente Hu que a divisa chinesa, o yuan, permanece sobrevalorizada e necessitando de maior ajuste para que a China possa aumentar a procura interna e avançar rapidamente no sentido de uma economia de mercado.

O presidente americano sublinhou que os Estados Unidos reconhecem a necessidade de gastar menos e exportar mais, e falou das esperanças sobre a China abrandar o controlo sobre a sua divisa.

“Esperamos ver o valor da divisa chinesa ser cada vez mais baseado no mercado o que irá assegurar que nenhuma nação tenha vantagem económica inadequada”.

Entre a diversidade de assuntos regionais e globais, os dois dirigentes debateram a situação na península Coreana, a cooperação nas sanções contra o Irão devido ao programa nuclear de Teerão, e o recente referendo no sul do Sudão.

Os direitos humanos foram um dos pontos-chave. Na cerimónia formal de boas vindas ao presidente Hu, o presidente Obama emitiu um forte apelo público no respeito pelos direitos universais.

Obama disse mais tarde aos jornalistas ter deixado claro ao presidente Hu a posição dos Estados Unidos sobre os direitos humanos, incluindo a liberdade de expressão, de imprensa, de reunião, de manifestação e de religião.

O presidente Hu proferiu uma forte defesa das políticas de Pequim, frisando que a China está sempre comprometida na protecção dos direitos humanos. Reconheceu no entanto que a China, como nação em desenvolvimento, encontra-se ainda numa fase de reformas, sabendo que podem ser feitos mais progressos.

“A China ainda enfrenta muitos desafios no desenvolvimento económico e social, sendo necessário que muito seja feito na China em termo de direitos humanos”.

Nenhum dos dirigentes se referiu, nem nenhum jornalista perguntou especificamente, se tivesse sido debatida a situação de Liu Xiaobo, o dissidente que se encontra detido, e que foi galardoado com o Premio Nobel da Paz.

O presidente Obama afirmou ainda que a ascensão pacífica da China a uma nação forte, prospera e com êxito, é bom para os Estados Unidos e bom para o mundo.

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