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Angola: FMI nega ter afirmado que desapareceram 32 mil milhões


Angola: FMI nega ter afirmado que desapareceram 32 mil milhões

Angola: FMI nega ter afirmado que desapareceram 32 mil milhões

Fundo diz que foi "mal interpretado" e que aquela verba estava mal contabilizada mas não despareceu

O Fundo Monetário Internacional, FMI, negou ter afirmado que 32 mil milhões de dólares desapareceram das contas do governo de Angola. Isto ao mesmo tempo que a companhia petrolífera Sonangol diz que já não levará a cabo operações em nome do estado angolano.

O alegado desaparecimento de 32 mil milhões de dólares das contas públicas angolanas foi explicado em Luanda pelo FMI como "má interpretação" do último relatório da instituição sobre Angola.

A explicação foi dada em conferência de imprensa, pelo director do FMI para Angola, o italiano Mauro Mecagni, que liderou a delegação da instituição que terminou uma missão de nove dias de análise das contas e avaliação no âmbito do acordo de apoio a Angola conhecido pelo nome de acordo “Stand By”.

No último relatório do FMI sobre Angola, de Dezembro passado, a instituição chamou a atenção para a necessidade de "esclarecimentos sobre o que chamou de “saldo residual inexplicado no Orçamento", no valor de 32 mil milhões de dólares.

Esta situação, levou a organização não-governamental Human Rights Watch, HRW, a alegar o "desaparecimento de 32 mil milhões de dólares”, sublinhando que a soma em questão equivale a um quarto do produto interno bruto, PIB, de Angola.

Segundo Mauro Megagni, a alegação daquela organização foi uma "interpretação errada" em virtude de haver investimentos públicos, em estradas, ferrovias, entre outros, que não foram plenamente reflectidos no Orçamento Geral do Estado.

Aquele funcionário do FMI disse que falar de “resíduos não explicados” é muito diferente de falar de “recursos financeiros desaparecidos”.

Mauro Mecagni reconheceu, todavia, que se trata de um "problema importante", porque, acrescentou, "os resíduos saem das receitas, das despesas e das fontes de financiamento".

Para solucionar a questão, as autoridades angolanas estão a adoptar medidas para melhorar as estatísticas, assim como a trabalhar na reconciliação de dados com a Sonangol e, na próxima revisão, o Fundo Monetário Internacional espera ter as respostas necessárias.

O funcionário do FMI traçou um perfil positivo da economia angolana afirmando que o país esta “francamente na via do crescimento”.

O ministro das finanças de Angola anunciou por outro lado que a possibilidade da petrolífera angolana Sonangol de realizar despesas em nome do estado angolano chegou ao fim.

O ministro disse que o facto de no passado os rendimentos da Sonangol não terem sido totalmente integrados nas contas do pais deveria ser visto naquilo que chamou de “perspectiva histórica”.

Devido ao facto de durante um perigo angola ter deixado de ter acesso ao mercado financeiro internacional a Sonangol tinha assumido a responsabilidade de efectuar o pagamento de algumas despesas.

"No passado dia 22 de Dezembro aprovámos as regras de execução do OGE, para vigorarem a partir de 2012. São regras permanentes que vão vigorar por períodos mais dilatados em vez de apenas um ano e nessas regras encontramos de forma explícita a descontinuidade de realização de despesas do estado pela Sonangol", disse o governante.

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