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Cheias ameaçam agora sul de Moçambique

  • William Mapote
  • Simião Pongoane

Choveu forte em Maputo

Choveu forte em Maputo

Pelo menos cinco mortos como resultado das recentes chuvadas

Com o sul de Moçambique ainda a recuperar de vários dias de intensas chuvas que causaram mortes e milhares de desolojados, as autoridades avisaram zonas do norte do país para se prepararem para os efeitos de uma depressão tropical.

Ao mesmo tempo os rios ameaçam agoram inundar várias zonas do sul do país, incluindo a zona agrícola do Chokwé.

Cinco mortos, cinco mil pessoas evacuadas e 227 salas de aula destruídas é o último balanço dos três dias fortes chuvas de Maputo, Gaza e Inhambane.

O Centro Nacional de Operações de Emergência (CENOE), disse nesta quinta-feira que Gaza foi a província mais afectada, com três mortos e mais de quatro mil desalojados em resultado da destruição de 2.756 casas.

Dos mortos, dois foram por electrocução e as restantes, duas das quais na província do Maputo, foram vítimas de afogamento, quando tentavam fazer a travessia de uma margem para outra ao longo do rio Incomati.

Enquanto isso, as autoridades nacionais viram agora as atenções para a zona norte do país que também poderá ser atingida, nas próximas, por uma depressão tropical e lançam por isso, alertas para as populações locais.

Depois das chuvas os rios ameaçam populações.

Os distritos da província de Gaza como Chokwe, Guijá e Xai-Xai, ainda estão em situação de alerta por causa da subida rio Limpopo, pelo que as populações são chamadas a ficar longe das áreas ribeirinhas.



Ouça a reportagem do William Mapote

Depois das chuvas rios ameaçam populações




A Direcção Nacional de Águas, DNA, comunica que as bacias hidrográficas dos rios Incomati, Umbelúzi e Limpopo, na região Sul, e Messalo, no Norte, estão em alerta devido à subida acentuada de caudais em resultado dos escoamentos provenientes dos países vizinhos e da chuva registada no território nacional.

Segundo a DNA, na bacia do Umbeluzi, os drifts de Boane e Mazambanine, nas estradas que dão acesso à barragem dos Pequenos Libombos e a Estação de Tratamento de Água do Umbeluzi, respectivamente foram galgados devido aos elevados escoamentos do rio Movene, facto que tornou as vias intransitáveis.

Na bacia do Limpopo os caudais afluentes à albufeira de Massingir continuam altos, mas com tendência a estabilizar.

No entanto, espera-se que os níveis hidrométricos registem subida nas próximas 24 horas na região do Chókwè, como consequência das descargas de Massingir, na ordem de 5.200 metros cúbicos por segundo.

É muita água que poderá provocar inundações na região.

Entretanto, no extremo Sul do País, continua a obstrução das estradas de acesso Sábie-Magude, Sabié-Chinhanguanine, inundações de algumas casas em zonas baixas no posto administrativo do Sabié e destruição de represa de Sabié em Mapulanguene.

A Direcção Nacional de Águas indica que na bacia do Messalo, na província de Cabo Delgado, registam-se inundações no regadio de Nguri.

A DNA recomenda às autoridades locais, agentes económicos e a sociedade em geral para tomada de medidas de precaução, manter os equipamentos e bens em zonas seguras e evitar a travessia do leito dos rios com destaque para as bacias de Incomati, Limpopo, Umbelúzi e Messalo, devido à turbulência e corrente das águas.

Na zona centro, pelo menos 39 mil pessoas poderão ser afectadas por cheias, inundações e ciclones até Março próximo, segundo alerta o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Ouça a reportagem do Simião Pongoane

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