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Internet "ajudou" a revolução na Tunísia

  • Paulo Oliveira

Internet "ajudou" a revolução na Tunísia

Internet "ajudou" a revolução na Tunísia

A Revolução de Jasmim já tem quem lhe chame a Revolução do Facebook, dos Twitters, do e-mail e dos blogues.

17 Jan 2011 - As manifestações populares que derrubaram o homem forte da Tunísia Ben Ali foram impulsionadas pelos jovens, habituados ao uso da Internet.

Daqui colocar-se a questão de se saber se a revolta cibernética possa ser um modelo para o mundo árabe.

Tem sido chamada de Revolução de Jasmim; todavia outros classificam-na de Revolução do Facebook, dos Twitters, do correio electrónico e dos blogues que durante semanas mobilizaram os protestos através da Tunísia contra o regime autocrático do presidente Ben Ali.

Culminaram na passada sexta feira nas manifestações nacionais que forçaram Ben Ali a exilar-se.

Nas ruas da capital, jovens tunisinos como Marouen Gara, não tem dúvida sobre a nova arma para a mudança – o espaço cibernético.

Referiu Gara tratar-se de uma revolução da Internet. Os bloggers evitaram os censores tunisinos e os media controlados pelo estado para protestarem sobre a ausência de democracia na Tunísia não apenas dentro do país como através do mundo.

O governo autoritário de Ben Ali tinha muito pouca tolerância para com a liberdade na Internet, tendo encerrado muitos sites e detidos vários bloggers.

Mas jovens tunisinos como a jovem Dalhoumi, que se encontra num ciber café em Tunis, encontrou forma de enviar as mensagens. Refere Dalhoumi as autoridades tentaram inicialmente bloquear os vídeos dos celulares das mortes de manifestantes em Dezembro, que deu inicio a uma revolta nacional.

As mensagens circularam ao redor do mundo ligando tunisinos na diáspora ao que se passava dentro do país.

Um técnico de software que vivia em Paris, deslocou-se a Tunis ao princípio de sexta-feira e participou mas monumentais manifestações que levaram ao abandono de Ben Ali.

Segundo ele esta foi a primeira revolução cibernética do mundo, no mundo da Internet em África.

A revolução da internet na Tunisia, se assim se poderá chamar, ainda prossegue. Que lições se poderão retirar para o resto do mundo árabe, permanece uma questão em aberto.

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